Pular para o conteúdo

Dólar registra alta e encerra cotado a R$ 5,09 em dia de incertezas

Na quinta-feira (15), o mercado mostrou-se cauteloso. O dólar subiu cerca de 1% e encerrou as negociações cotado próximo a R$ 5,09, enquanto a Bolsa de Valores brasileira caiu em torno de 1%, fechando em 204 mil pontos. Os investidores concentraram suas atenções nas questões eleitorais em curso e nas potenciais medidas econômicas propostas pelo governo, como a introdução da tarifa zero aos sábados e domingos.

Dólar perto de R$ 5,10

O dólar apresentou valorização ao longo do dia, alcançando o pico de R$ 5,098. Na finalização das negociações, a moeda estava cotada a R$ 5,087, registrando um ganho de 1,15%. Este foi o maior fechamento desde 2 de outubro, com a cotação de R$ 5,216. Embora o dólar tenha enfraquecido frente a outras moedas globalmente, conforme o índice DXY caiu 0,53% para 102,015 pontos, no mercado brasileiro, o foco foi uma nova pesquisa eleitoral e possíveis políticas governamentais, incluindo a potencial isenção tarifária no transporte aos finais de semana.

Mesmo com essas recentes subidas, o dólar apresenta uma redução de 1,70% em outubro e de 7,33% no acumulado do ano.

Bolsa perde força

Durante a maior parte do dia, o Ibovespa esteve ao redor dos 205 mil pontos, mas ampliou suas perdas no final, terminando com um decréscimo de 1,06% aos 204.324,26 pontos. O índice chegou próximo à mínima do dia, que foi de 203.110,43 pontos. A retração esteve ligada a um clima de cautela devido à incerteza política e possíveis políticas econômicas com impacto fiscal de longo prazo. Apesar da queda diária, o Ibovespa mostrou um incremento de 9,65% em outubro e de 26,81% no ano. Na semana, porém, o índice teve uma baixa de 2,27%. O movimento financeiro totalizou R$ 27 bilhões na sessão.

Petróleo tem resultados mistos

No mercado de petróleo, os preços seguiram tendências distintas. O Brent, referência internacional, teve uma ligeira queda de 0,13%, sendo cotado a US$ 105,92 por barril. Contudo, o WTI dos EUA avançou 3,03%, chegando a US$ 97,97 por barril. As tensões no Oriente Médio, a situação Rússia-Ucrânia e sinais de aumento na oferta global influenciaram o mercado. Nos Estados Unidos, os estoques semanais se reduziram em 8,557 milhões de barris, superando as previsões. Além disso, a Agência Internacional de Energia concordou em acelerar a liberação de cerca de 100 milhões de barris das reservas estratégicas, decisão já anunciada pelo G7 no início de outubro.