Na última sexta-feira (16), o ministro da Fazenda, Dario Durigan, revelou que o governo brasileiro está avaliando a possibilidade de fornecer crédito e capacitação para empresas que encontrarem dificuldades com o encerramento da escala de trabalho 6×1. Essa iniciativa é parte de um plano maior para apoiar as empresas na adaptação à nova jornada de trabalho, hoje em discussão pela equipe econômica.
Inovação e capacitação
Para Durigan, compreender quais setores serão mais impactados pela mudança é essencial, e o governo pretende principalmente auxiliar empresas que precisarem de suporte financeiro. Modernização de processos, treinamento e integração de novas tecnologias são algumas das adaptações previstas para facilitar a transição, conforme declararam as autoridades.
O Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) junto a outros sistemas de capacitação atuarão em parceria nos treinamentos, com foco especial nos pequenos negócios. Durigan salientou a relevância do apoio governamental na adaptação das empresas ao novo cenário.
Apoio às pequenas empresas
Recentemente, o governo aumentou o limite de crédito para pequenas empresas, de R$ 250 mil para R$ 500 mil. Esses fundos estão disponíveis para operações de capital de giro, fundamentais para a continuidade das atividades diárias dos negócios. Embora o ministro não tenha anunciado desonerações na folha de pagamento, ele indicou que financiamentos específicos e programas de capacitação estarão acessíveis para auxiliar na adaptação das empresas.
Impacto ainda será avaliado
Com a mudança na escala de trabalho promulgada pelo Congresso na sexta-feira passada, a norma passará a valer em 60 dias. Ela determina dois dias de descanso remunerado semanalmente e reduz a jornada máxima de 44 para 40 horas semanais, sem diminuição salarial.
Durigan mencionou que o governo avaliará como a alteração afetará diferentes setores e tamanhos de empresas. Dados indicam que 68% a 70% dos empregos no Brasil já não seguem a escala 6×1. O ministro também acredita em ganhos de produtividade e redução na rotatividade devido a essa mudança.
Juros e ajuste fiscal
Também foram discutidos os desafios relacionados aos juros, onde Durigan ressaltou a importância de melhorar as contas públicas e aumentar os superávits primários gradualmente nos próximos anos. Ele enfatizou que uma abordagem gradual evitará efeitos adversos na economia.
Durigan destacou que propostas de ajuste fiscal muito agressivas, como um corte de 1,5% do Produto Interno Bruto (PIB) em curto prazo, teriam como consequência a redução em programas sociais e políticas públicas, o que o governo pretende evitar. O objetivo é manter a estabilidade sem gerar incertezas.
