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Dólar cai para menos de R$ 5 e acumula queda semanal de 1,58%

Nesta sexta-feira (23), o dólar encerrou com queda, cotado a R$ 4,993. O dia também registrou alta na bolsa de valores brasileira e no valor do petróleo. No cenário global, as tensões no Oriente Médio se agravaram. Enquanto isso, investidores ajustaram suas carteiras antes do segundo turno da eleição presidencial no Brasil, que ocorrerá no domingo (25).

Câmbio

O dólar americano caiu 0,92% em relação ao real, atingindo o nível mais baixo desde 9 de outubro. Durante a semana, houve uma desvalorização total de 1,58%, após um aumento de 1,77% na semana anterior. Essa flutuação foi influenciada pelas expectativas frente à disputa eleitoral entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL). Mesmo com a alta do dólar no mercado forex global, o real destacou-se entre as principais moedas globais. O índice DXY, que avalia a força do dólar frente a outras moedas fortes, subiu 0,19%, alcançando 101,799 pontos.

Ibovespa

Com um avanço de 0,47%, o Ibovespa, principal índice da B3, fechou em 205.082,56 pontos, registrando um volume financeiro de R$ 30,7 bilhões. Apesar deste crescimento no dia, o índice acumulou uma perda semanal de 0,17%, refletindo a cautela gerada pela eleição presidencial. Contudo, o Ibovespa apresentou uma valorização de 10,06% no mês e de 27,28% no ano de 2026. As ações de empresas ligadas ao setor de petróleo e mineração valorizaram-se, seguindo a alta internacional das commodities.

Petróleo

A crescente tensão no Oriente Médio elevou significativamente os preços dos contratos de petróleo. O Brent atingiu seu maior valor desde abril, fechando a US$ 116,72 por barril, com um aumento de 3,13%. O WTI também observou crescimento, fechando a US$ 103,27 por barril, uma elevação de 3,82%. Na semana, os contratos de Brent e WTI para dezembro tiveram aumentos de 6,24% e 4,29%, respectivamente. As tensões geopolíticas, desencadeadas por declarações do Irã sobre possíveis ações de retaliação aos ataques dos Estados Unidos e Israel, bem como os conflitos entre houthis e Arábia Saudita, contribuíram para essa alta. Nos Estados Unidos, o Departamento de Energia aprovou medidas para assegurar a estabilidade do fornecimento de combustíveis, visando prevenir possíveis interrupções.