Endividamento Federal Aumenta 18% em 2025
A Dívida Pública Federal (DPF) do Brasil registrou um aumento de 18% em 2025, alcançando a marca de R$ 8,635 trilhões, de acordo com o Tesouro Nacional. Esse aumento é atribuído ao elevado volume de juros, que somaram R$ 879,9 bilhões ao longo do ano, e à emissão líquida de títulos, que superou os resgates em R$ 439,06 bilhões. Mesmo com a elevação, o total permaneceu dentro dos limites estipulados pelo Plano Anual de Financiamento (PAF), que previa um intervalo de R$ 8,5 trilhões a R$ 8,8 trilhões.
Desempenho dos Componentes da Dívida
A Dívida Pública Mobiliária Interna (DPMFi) cresceu 19,26% no ano passado, totalizando R$ 8,309 trilhões ao final de 2025. Em dezembro, a emissão líquida destes papéis foi de R$ 60,82 bilhões, em grande parte vinculados à Taxa Selic, com uma apropriação de juros de R$ 82,82 bilhões. Já a Dívida Pública Federal externa (DPFe) apresentou um recuo de 6,62%, encerrando o ano em R$ 326,07 bilhões. A desvalorização da moeda americana ajudou nessa redução, embora o dólar tenha subido 3,16% em dezembro, impactando temporariamente o valor dos títulos.
Composição e Prazo dos Títulos
Em dezembro, os títulos vinculados à Selic aumentaram levemente, representando 48,25% do total, enquanto os títulos corrigidos pela inflação e prefixados ficaram em 25,93% e 22,05%, respectivamente. Os títulos atrelados ao câmbio passaram a representar 3,76%. O prazo médio da DPF reduziu ligeiramente para quatro anos. Este indicador reflete a confiança dos investidores na gestão da dívida, sendo que quanto maior o prazo, maior é a confiança na capacidade do governo de honrar seus compromissos.
Perfil dos Detentores e Reserva de Emergência
Instituições financeiras detinham 32,88% da DPF interna, e investidores estrangeiros responderam por 10,35%, um leve aumento comparado a novembro. O colchão da dívida, ou reserva financeira, diminuiu para R$ 1,187 trilhão, após dois meses de expansão. Essa reserva é crucial para momentos de desvalorização e concentração de vencimentos.
Essas informações destacam como a política de juros e as emissões têm influenciado o perfil da dívida pública no Brasil, mostrando adaptação às condições econômicas e financeiras tanto internas quanto externas.
