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Funcionários da Caixa votarão decisão sobre continuidade da greve

Os funcionários da Caixa Econômica Federal, que estão em greve desde 10 de agosto, votarão na próxima segunda-feira, 21, para decidir se aceitam a nova proposta do banco sobre o Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) 2026/2028 e retornam ao trabalho ou continuam paralisados. A votação será virtual, das 11h às 18h, antecedida por uma sessão de esclarecimentos das 9h às 11h.

O impasse sobre o Saúde Caixa

Entre as principais demandas dos funcionários está a questão do plano de saúde, o Saúde Caixa. Eles exigem que a Caixa Econômica Federal retome a divisão de custos como era anteriormente: 70% pagos pelo banco e 30% pelos empregados. A última proposta, feita na madrugada de 17 de agosto, aumenta o teto de participação do banco de 6,5% para 9% da folha de pagamento, a partir de 2027.

A Caixa prometeu manter o modelo de contribuição solidário do Saúde Caixa, sem tarifas diferenciadas por faixa etária. Em 2026, não haverá aumento nas mensalidades, pois o banco cobrirá o déficit do plano. Haverá pelo menos um funcionário exclusivo em cada Gerência de Pessoas e na Representação Regional de Pessoas (Repes), dedicados ao Saúde Caixa, e será criado um grupo de trabalho, em até 60 dias, para discutir um novo modelo de gestão para o plano de saúde.

Alterações em programas e incentivos

Durante as negociações, o programa de remuneração variável Super Caixa foi alterado. No segundo semestre de 2026, a premiação inicial por habilitação passará de 25% para 50%. A Caixa também se comprometeu a criar um diálogo com os funcionários sobre o Plano de Funções Gratificadas (PFG), o que inclui um grupo paritário para discutir o plano. Além disso, a instituição anunciou que manterá o prêmio de R$ 3 mil para cada empregado como reconhecimento pela superação do Índice de Eficiência Operacional (IEO) de 2026, alcançado em junho daquele ano.

Plenária de votação

Se os funcionários aprovarem a proposta, a paralisação do dia 20 de agosto será abonada, porém, outros dias de greve serão compensados em até 180 dias. A Caixa Econômica Federal foi contatada para comentar, mas não respondeu até o fechamento desta notícia.