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ONU aprova expansão da plataforma continental do Brasil no Atlântico

Após a ONU reconhecer a ampliação da plataforma continental do Brasil, a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) decidiu incluir 11 novos setores exploratórios na Margem Equatorial, totalizando uma área de 380 mil km². Esta nova fronteira exploratória é beneficiada pela expansão reconhecida.

Margem Equatorial: Uma nova fronteira

Os novos setores adicionados à Margem Equatorial incluem 501 blocos de exploração. Essa extensão de terra é comparável ao tamanho do estado de Mato Grosso do Sul ou ao território da Alemanha. A Comissão de Limites da ONU, com coordenação da Marinha do Brasil, reconheceu essa expansão da plataforma continental.

Na bacia da Foz do Amazonas, parte da Margem Equatorial, a Petrobras revelou sua segunda descoberta de petróleo. A empresa planeja usar essa exploração como estratégia para repor suas reservas de petróleo, já que a produção no pré-sal pode sofrer uma redução significativa a partir dos anos 2030.

Setores e planos futuros

Os novos setores identificados situam-se nas bacias de Barreirinhas, Ceará, Foz do Amazonas, Potiguar e Pará-Maranhão, com blocos posicionados em lâmina d’água que excedem 3 mil metros. A ANP ajustou as fronteiras de três setores existentes: SPAMA-AUP1 e SPAMA-AUP2.

A ANP destacou que, mesmo com a presença de mais blocos, eles não serão automaticamente disponibilizados no sistema de Oferta Permanente, que requer análise regulatória prévia antes da comercialização.

Indústria e perspectivas de crescimento

Para o Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (IBP), a expansão na Margem Equatorial é crucial para garantir a segurança energética do Brasil. Cláudio Nunes, diretor da IBP, ressaltou o potencial de hidrocarbonetos na nova área e sua relevância para o futuro energético do país.

Francismar Ferreira, do Instituto de Estudos Estratégicos de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis, enfatizou a necessidade de integrar essa exploração ao desenvolvimento nacional. Ressaltou que as receitas obtidas devem ser usadas de maneira estratégica, tendo em vista a adaptação às mudanças climáticas e a promoção da transição energética.