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Indústria brasileira registra queda de 0,6% em agosto, aponta IBGE

Produção industrial brasileira cai 0,6% em agosto, aponta IBGE

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revelou que a produção industrial no Brasil diminuiu 0,6% em agosto de 2023, comparando-se com o mês anterior. Em julho, havia ocorrido uma leve alta de 0,1%, mas essa nova queda interrompeu essa tendência positiva.

Desempenho da indústria no segundo quadrimestre

Nos últimos quatro meses, a indústria acumulou um declínio de 3,1% nos índices de produção, revertendo o crescimento de 4,3% observado nos primeiros quatro meses do ano. André Macedo, pesquisador do IBGE, assinalou que o segundo quadrimestre foi marcado por quedas de 1% em maio e 1,6% em junho.

Impacto da política monetária

Segundo Macedo, o aperto na política monetária tem sido um fator que desacelera a indústria, mesmo com os recentes cortes nas taxas de juros, que ainda estão elevadas. Isso limita a capacidade de investimentos das empresas e afeta a renda disponível das famílias, impactando o setor industrial.

Comparação com o período pré-pandemia

A produção industrial se encontra 1,3% acima do nível observado antes da pandemia, em fevereiro de 2020, embora ainda esteja 15,6% abaixo do pico histórico de maio de 2011. Apesar da resiliência no mercado de trabalho, a indústria enfrenta dificuldades, registrando em agosto uma contração de 1,2% em comparação com o mesmo mês do ano anterior, destacou Macedo.

Quedas e avanços por setor

Ao analisar a produção de julho para agosto, dezesseis dos 25 setores industriais pesquisados apresentaram uma queda. O setor de produtos do fumo teve a maior retração (-23,4%), seguido por produtos farmoquímicos e farmacêuticos (-5,5%) e indústrias extrativas (-0,7%).

Em contrapartida, nove setores tiveram aumento, destacando-se os produtos alimentícios (1%), produtos diversos (8,4%), produtos químicos (0,9%) e metalurgia (0,8%).

Desempenho das categorias econômicas

Em agosto, todas as quatro grandes categorias econômicas da indústria registraram retrações. Os bens de consumo semi e não duráveis reduziram-se em 1,7%, enquanto os bens de consumo duráveis apresentaram uma queda de 1%. Bens de capital, que são os equipamentos usados na produção, recuaram 0,6%, e os bens intermediários, utilizados como insumos produtivos, diminuíram 0,2%.

Apesar disso, a produção industrial ainda mostra crescimento nos acumulados do ano e dos últimos 12 meses, com variações positivas de 0,8% e 0,6%, respectivamente.

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