Na sexta-feira (9), o dólar comercial encerrou o dia com uma desvalorização de 0,78%, valendo R$ 4,985, permanecendo abaixo de R$ 5 pela segunda sessão consecutiva. No decorrer da primeira semana após o primeiro turno das eleições brasileiras, a moeda dos EUA apresentou uma queda acumulada de 4,44%.
Dólar abaixo de R$ 5
A depreciação do dólar aconteceu em um contexto de valorização das moedas de países emergentes e em meio às expectativas dos investidores sobre o cenário político no Brasil, influenciado por novas pesquisas eleitorais. Durante a sessão, a moeda chegou a atingir R$ 4,977 em sua mínima. Somando-se ao desempenho do ano, a queda do dólar em relação ao real já chega a 9,18%.
O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou o índice de inflação oficial, registrando um aumento de 0,82% no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em setembro, acumulando uma alta de 4,58% em 12 meses, algo que também capturou a atenção do mercado financeiro. No exterior, o índice DXY, que mede o desempenho do dólar frente a seis moedas fortes, avançou 0,08% durante a tarde.
Bolsa bate recorde
Na Bolsa de Valores de São Paulo, o Ibovespa, principal índice, teve um aumento de 1,38%, atingindo um recorde de fechamento de 209.066,90 pontos. No decorrer do dia, o índice chegou a uma máxima de 209.713,45 pontos. Os ganhos da semana atingiram 8,82%, impulsionados por investimentos em ações brasileiras e expectativas sobre o futuro panorama político e econômico.
Bolsas internacionais, como as de Nova York, seguiram a mesma tendência de alta. O índice S&P 500, por exemplo, subiu 0,60% devido à expectativa dos investidores sobre a temporada de resultados corporativos do terceiro trimestre e sobre novos dados de inflação nos Estados Unidos.
Petróleo sobe
Em relação ao petróleo, os contratos futuros fecharam em elevação. O Brent, com entrega para dezembro, subiu 0,42%, alcançando US$ 104,72 por barril, enquanto o WTI para novembro teve uma alta de 0,39%, encerrando a US$ 91,85 por barril. No acumulado da semana, o Brent teve uma valorização de 2,41% e o WTI de 0,81%.
As preocupações com possíveis interrupções no fornecimento global, intensificadas pelas tensões no Oriente Médio e por problemas climáticos que afetaram a produção nos Estados Unidos, puxaram os preços para cima. O furacão Isaias, ao passar pelo Golfo do México, causou a suspensão de parte da extração de petróleo, aumentando as incertezas sobre o suprimento mundial.
