A farsa clássica do BTC é verdadeira?
O Bitcoin deu uma despencada recentemente, caindo mais de 13,75% de seu recorde de US$ 124.500. A queda alarmou muitos investidores, especialmente com a quebra de um suporte que vinha durando anos, o que levou a preocupações sobre uma correção ainda maior e mais dolorosa. Para quem não está familiarizado, esse suporte é como um “andaime” que ajuda a segurar os preços. Quando esse andaime quebra, a insegurança aumenta.
Apesar desse cenário preocupante, alguns analistas estão adotando uma perspectiva mais otimista. Um deles, conhecido como BitBull, classificou essa queda como uma possível “falsificação”. Para ele, mesmo uma descida abaixo de US$ 100.000 poderia servir como uma estratégia do Bitcoin para eliminar investidores inseguros, antes de seguir um caminho de recuperação robusto.
O Bitcoin pode cair até US$ 80.000
Historicamente, o Bitcoin já usou uma curva de suporte parabólica para retomar suas altas. Quedas temporárias abaixo dessa linha nem sempre resultaram em problemas severos, desde que o momentum, que mede a força do movimento, continuasse positivo. O grande problema geralmente aparece quando o Bitcoin perde tanto a sustentação da curva parabólica quanto a força do momentum, representada pelo índice de força relativa (RSI).
Por exemplo, em 2013, uma situação assim levou a uma queda drástica de 85%, saindo de US$ 1.150 para apenas US$ 150. Algo semelhante aconteceu em 2017, quando o preço desabou de quase US$ 20.000 para US$ 3.100. Já em 2021, o Bitcoin falhou em se manter acima de suas linhas de suporte e teve uma queda de 77%, indo de US$ 69.000 a cerca de US$ 15.500.
Atualmente, o Bitcoin está abaixo do suporte de longo prazo, mas o fato do RSI ainda se manter em tendência de alta pode acender uma luz de esperança para os investidores. O verdadeiro desafio será se o RSI romper essa tendência. Isso poderia forçar o Bitcoin a se aproximar de sua média móvel exponencial de 50 semanas, que está em torno de US$ 80.000, ecoando quedas anteriores.
Analistas veem a queda como uma ilusão
A ideia de que a queda atual é uma ilusão é apoiada por outros especialistas também. O analista SuperBro, por exemplo, acredita que o Bitcoin ainda não chegou ao seu pico de ciclo. Ele aponta para um indicador chamado “Pi Cycle Top”, que tem mostrado ser um sinal confiável em ciclos anteriores de alta do Bitcoin.
Esse indicador é baseado em duas médias móveis do preço do Bitcoin: a média móvel simples de 111 dias e o dobro da média móvel simples de 350 dias. Quando a média de 111 dias cruza para cima da de 350 dias, isso geralmente sinaliza que o Bitcoin está em uma fase de superaquecimento. Historicamente, esse cruzamento precedeu grandes picos de preços em anos passados.
Por enquanto, esse cruzamento ainda não ocorreu, o que, segundo SuperBro, significa que o Bitcoin ainda não viu seu verdadeiro potencial de alta. Ele até projeta que o preço pode alcançar até US$ 280.000 em um futuro próximo. É uma visão audaciosa, mas que reflete a otimismo que ainda reina entre alguns analistas, mesmo em tempos desafiadores.
Se você está acompanhando o universo das criptomoedas, clientes e investidores precisam estar atentos a essas mudanças. E lembrar que, ao lidar com investimentos, é sempre bom fazer sua própria pesquisa.