Ceticismo sobre preço do Bitcoin segue na casa dos milhões
O ceticismo em relação ao potencial do Bitcoin é um tema que parece não ter fim. Desde que ele surgiu, muitas pessoas questionam se sua valorização pode ir ainda mais longe. E, no fundo, essa discussão deve persistir mesmo que o preço do ativo atinja alturas estratosféricas, como apontou Luke Broyles, do The Bitcoin Adviser, em uma conversa com Natalie Brunell no podcast Coin Stories.
Broyles menciona um cenário interessante: mesmo que o Bitcoin chegue a absurdos 5 milhões ou 10 milhões de reais, haverá quem ainda diga que ele não pode subir mais, argumentando que sua participação nos ativos mundiais já está alta demais. Isso demonstra como o ceticismo se entrelaça à trajetória do Bitcoin, especialmente quando ele alcança novas máximas históricas.
Para entender isso melhor, basta observar a trajetória do Bitcoin ao longo dos anos. Cada vez que ele atinge um novo recorde, surgem vozes duvidosas. Muitas pessoas acreditam que o ativo não consegue se recuperar após correções de preço significativas.
Pode levar um “período de tempo extremamente longo” antes da mudança
Em 2023, por exemplo, o Bitcoin alcançou vários novos recordes. Recentemente, ele chegou a 124.128 dólares, mas logo recuou para 109.290 dólares. Broyles acredita que o maior desafio para o Bitcoin não é técnico, mas sim psicológico. Para ele, a maioria das pessoas ainda não se deu conta de como o Bitcoin pode melhorar suas vidas cotidianas.
Ele reflete que pode ser necessário um tempo considerável até que as pessoas percebam isso. A adoção em massa do Bitcoin pode não acontecer até que as pessoas entendam melhor seus benefícios. Broyles acha que a fila para isso pode ser longa.
Ele sugere que a integração do Bitcoin com empréstimos imobiliários poderá ser uma chave para aumentar a adoção, mais do que tentar persuadir os céticos a investir regularmente em Bitcoin.
A fusão do Bitcoin com o mercado imobiliário
A ideia é bem interessante: seria mais difícil convencer alguém a comprar Bitcoin mensalmente do que oferecer uma forma de refinanciar a casa e usar esse patrimônio para investirem em Bitcoins. Essa mudança de abordagem pode surpreender e fazer com que mais pessoas se envolvam.
Um dos maiores obstáculos à adoção das criptomoedas ainda é a falta de conhecimento. Uma pesquisa recente da corretora australiana Swyftx mostrou que 43% dos entrevistados ainda não se sentem seguros sobre como funciona a tecnologia. Essa incerteza destaca a necessidade de mais educação e informação em torno do tema.
É um contexto intrigante, e está claro que o caminho do Bitcoin é marcado não apenas por seu preço, mas principalmente pelas percepções e compreensões das pessoas sobre ele.