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Dólar em alta: moeda chega perto de R$ 5,17 com fatores externos

Nesta quarta-feira (23), o dólar subiu expressivamente, motivado tanto pela valorização da moeda americana em âmbito internacional quanto por incertezas eleitorais no Brasil e pela alta nos preços do petróleo. A cotação da moeda teve um aumento de mais de 1%, alcançando o patamar de R$ 5,17. No mesmo dia, a bolsa de valores no Brasil apresentou uma queda de quase 1%, mantendo-se abaixo dos 186 mil pontos.

Dólar em alta

O dólar comercial à vista chegou a R$ 5,177 no auge do início da tarde, alinhando-se à tendência de fortalecimento global. O dia terminou com a moeda cotada a R$ 5,169, marcando uma alta de 1,27%. O índice DXY, que mede o desempenho do dólar contra seis outras moedas, subiu aproximadamente 0,54% para 101,090 pontos, perto dos níveis mais altos registrados desde julho.

Além disso, indicadores econômicos dos EUA, como o índice de gerentes de compras (PMI) que chegou a 58,4 em setembro, influenciaram positivamente a força do dólar. Isso ampliou as expectativas sobre a continuidade de juros altos naquele país, tornando mais atrativos os rendimentos dos Treasuries americanos e dos ativos dolarizados. No Brasil, as reações às novas pesquisas eleitorais também atuaram sobre o mercado.

Bolsa brasileira

O Ibovespa, depois de dois dias em alta, recuou 0,86%, encerrando em 185.814 pontos. Durante a sessão, oscilou entre 188.772 pontos na máxima e 185.676 pontos na mínima, com um volume financeiro de R$ 29,68 bilhões.

O cenário internacional exerceu considerável pressão nos ativos de risco devido ao incremento nos rendimentos dos Treasuries americanos, aos fortes dados econômicos nos Estados Unidos e ao aumento dos preços do petróleo. As pesquisas eleitorais brasileiras continuaram a ser observadas por investidores.

Nova York

Nos EUA, os principais índices de Wall Street registraram declínios. O Dow Jones caiu 0,68%, fechando em 51.512,42 pontos. O S&P 500 reduziu 0,75%, para 7.706,39 pontos, enquanto o Nasdaq teve uma queda de 1,13%, posicionando-se em 26.936,04 pontos.

O aumento dos rendimentos dos títulos do governo dos EUA afetou principalmente as ações de tecnologia, sensíveis às variações nas expectativas de juros. Pela primeira vez desde julho de 2007, os rendimentos dos títulos americanos de dez anos superaram a marca de 5% ao ano, o que pode causar a retirada de investidores de mercados emergentes como o Brasil.

Petróleo avança

Os preços do petróleo subiram após cinco dias de baixas, em parte devido ao impasse nas negociações entre Estados Unidos e Irã. O Brent, referência global, subiu 2,84%, alcançando US$ 98,12 o barril, enquanto o WTI, dos EUA, aumentou 1,81%, chegando a US$ 92,16.

Entretanto, apesar de uma diminuição nas esperanças por uma rápida solução para o conflito no Oriente Médio, rumores sobre possíveis restrições nas exportações de diesel pelos EUA também contribuíram para a alta dos preços do petróleo. A Casa Branca, no entanto, refutou qualquer intenção de implementar essas restrições. Paralelamente, o Departamento de Energia dos EUA reportou um aumento nos estoques de petróleo de 2,969 milhões de barris durante a semana, contrariando a expectativa de uma redução de 500 mil barris.