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Dólar recua e fecha a R$ 5,36 com dados fracos de emprego nos EUA

Desempenho do Dólar e Reação do Mercado

O dólar comercial encerrou a sexta-feira (9) cotado a R$ 5,365, invertendo a tendência de alta dos últimos dias com um recuo de R$ 0,024, ou 0,44%. Embora tenha iniciado o dia sem grandes oscilações, a moeda estadunidense caiu após a divulgação de dados do mercado de trabalho dos Estados Unidos. No pico de redução, por volta das 14h, o dólar atingiu R$ 5,35, marcando o menor valor desde 4 de dezembro, quando estava a R$ 5,31. Em termos mensais, a moeda apresenta uma queda de 2,24% em janeiro, após uma alta de 2,89% no mês anterior, com uma retração acumulada de 11,18% em 2025.

Movimentação na Bolsa de Valores

Paralelamente, a bolsa de valores brasileira registrou recuperação. O índice Ibovespa, que havia caído 1,03% no dia 8, subiu 0,27% para fechar a sexta-feira em 163.370 pontos. Durante o dia, o índice chegou a subir até 0,81%, mas perdeu parte do fôlego no período da tarde. A recuperação semanal foi de 1,76%, levando a uma alta acumulada de 1,39% no ano de 2026.

Impacto de Fatores Internos e Externos

A divulgação de que a economia dos Estados Unidos criou 50 mil empregos em dezembro teve um efeito positivo nos mercados. O número ficou abaixo das expectativas, indicando a possibilidade de um corte das taxas de juros pelo Federal Reserve no início de 2026. Reduções dos juros em economias avançadas frequentemente incentivam a alocação de capitais em mercados emergentes, como o Brasil. Além disso, o real se beneficiou da alta de 2% dos preços do petróleo no mercado internacional na mesma sexta-feira.

Influência da Economia Brasileira

No contexto doméstico, a inflação em 2025, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), fechou em 4,26%. No entanto, os preços do setor de serviços continuam a exercer pressão. Esse cenário sugere que o Banco Central do Brasil pode adiar o corte de juros, potencialmente aguardando a reunião de março. Juros elevados atraem capital financeiro estrangeiro, pois oferecem retornos em renda fixa superiores aos de outras economias. Esse movimento, entretanto, tende a inibir a valorização da bolsa, já que atua como um atrativo para investidores que procuram por menor volatilidade.