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Empreendedores brasileiros com CNPJ representam 35% do total

Em 2025, 35 em cada 100 empreendedores no Brasil tinham registro no Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ), totalizando 10,7 milhões de indivíduos. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontou este como o mais alto percentual já observado, conforme dados de uma edição especial da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua.

Histórico de crescimento

Desde 2012, houve um aumento no número de empreendedores com CNPJ, começando com apenas 24%. Antes do impacto da pandemia, em 2019, a proporção já era de 29,3% e cresceu para 33,6% em 2024. O registro no CNPJ proporciona vantagens como a emissão de notas fiscais e acesso a crédito, além de impulsionar a economia por meio da contribuição tributária.

Categorias de empreendedores

O IBGE divide os empreendedores entre empregadores e autônomos. A pesquisa revelou que 81,1% dos empregadores tinham CNPJ, número que se mantém acima de 80% desde 2019. Já entre os autônomos, apenas 27,1% estavam formalizados, recorde na série histórica, tendo subido de 15% em 2012.

Níveis de escolaridade

Trabalhadores por conta própria com nível superior, pela primeira vez na série histórica, apresentaram um índice de formalização acima de 50,8% com CNPJ. Aqueles com ensino médio completo ou incompleto (29,7%) também superaram a média geral (27,1%). Os trabalhadores sem instrução ou com ensino fundamental incompleto registraram somente 11% de formalização. O programa Microempreendedor Individual (MEI) tem favorecido a formalização dos mais instruídos.

Sobre o MEI

O programa de Microempreendedor Individual oferece uma maneira simplificada de formalização, com impostos reduzidos e direitos previdenciários. Ser MEI exige cumprir regras, como operar em atividades permitidas e manter um faturamento anual máximo de R$ 81 mil, entre outras condições.

Setores econômicos

Setores como comércio e serviços mostraram índices de formalização superiores à média, com 36,7% e 33,5% dos empreendedores, respectivamente. Em contrapartida, a indústria geral obteve 22,8%, enquanto construção e agricultura registraram 14,8% e 6,5%, ficando abaixo da média.

Dados de sindicalização

Segundo a pesquisa do IBGE, 8,8% dos trabalhadores estavam sindicalizados em 2025, após quedas contínuas até 2023. Fatores como a reforma trabalhista de 2017, que aboliu a contribuição sindical obrigatória, influenciaram esta estabilização. O analista William Kratochwill observou uma baixa adesão dos jovens e um “êxodo” de trabalhadores com mais de 40 anos das organizações sindicais.