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Caliber avança 77% com tesouraria em LINK, riscos à vista

As ações da Caliber, uma gestora de ativos imobiliários que está na Nasdaq, tiveram um salto impressionante depois que a empresa anunciou sua nova estratégia de tesouraria focada em Chainlink. Isso aconteceu mesmo com uma investigação em andamento sobre a sua listagem na bolsa.

Recentemente, o conselho da Caliber decidiu que vai investir em ativos digitais, especialmente no token LINK. Essa mudança pode ser um passo importante para a empresa, que planeja usar parte de seus recursos para comprar esses tokens. Além disso, a Caliber criou um conselho consultivo de cripto, que vai ajudar a direcionar essa nova estratégia e garantir que tudo esteja alinhado com as melhores práticas do setor.

O mercado reagiu com entusiasmo a essa notícia. Segundo dados do Google Finance, as ações da Caliber dispararam 77% no pré-mercado e conseguiram manter esse nível de valorização logo na abertura do pregão.

Por que a Caliber corre o risco de ser deslistada na Nasdaq

Recentemente, a Caliber recebeu um aviso formal da Nasdaq lembrando que não está cumprindo a Regra de Listagem 5550(b)(1), que exige das empresas um patrimônio líquido de pelo menos US$ 2,5 milhões. A empresa tem 45 dias para apresentar um plano para sanar essa questão, e, se o plano for aceito, terá até 180 dias para resolver o problema.

Um relatório da Comissão de Valores Mobiliários revelou que, no último trimestre, a Caliber estava com um déficit patrimonial de US$ 17,6 milhões. Se não conseguir cobrir esse rombo, a empresa pode perder o status de companhia aberta. No entanto, se a Caliber conseguir levantar capital através de sua nova tesouraria em Chainlink, isso pode ajudar a recuperar sua conformidade com as regras da Nasdaq.

A ascensão das tesourarias corporativas em altcoins

Nos últimos tempos, a ideia de criar tesourarias corporativas em criptoativos tem ganhado força, especialmente após a Strategy – antes chamada MicroStrategy – ter sido pioneira ao adotar uma tesouraria em Bitcoin (BTC). Inicialmente, o foco estava quase todo no Bitcoin, mas agora, cada vez mais empresas estão explorando outras moedas.

Recentemente, a Trump Media and Technology Group, que é a dona da plataforma de redes sociais do ex-presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou seus planos de construir uma tesouraria de pelo menos US$ 6,42 bilhões em Cronos (CRO). Outro exemplo é a Sharps Technology, cuja ação disparou após a companhia anunciar um investimento de US$ 400 milhões em Solana (SOL).

Entretanto, nem todas as iniciativas têm tido sucesso. A Windtree Therapeutics, uma empresa de biotecnologia que havia iniciado uma tesouraria em BNB, viu suas ações despencarem 77% após a Nasdaq informá-la sobre a possibilidade de deslistagem. Isso mostra que, mesmo nesse novo cenário promissor, os riscos ainda estão presentes.

Rafael Cockell

Administrador, com pós-graduação em Marketing Digital. Cerca de 4 anos de experiência com redação de conteúdos para web.

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