Inflação nos EUA impacta novamente o preço do Bitcoin
O governo dos Estados Unidos divulgou, nesta sexta-feira, os dados do Índice de Despesas de Consumo Pessoal (PCE), e a situação não é das melhores. A inflação está longe de alcançar a meta estabelecida pelo Federal Reserve, o que impactou diretamente o preço do Bitcoin, que voltou a ser negociado abaixo dos US$ 110.000.
Outras criptomoedas não ficaram atrás e também estão em queda. Enquanto o Bitcoin caiu 3,7% nas últimas 24 horas, o Ethereum e o XRP perderam 6,3% e 5,8%, respectivamente.
Inflação nos Estados Unidos: um aumento que preocupa
Após uma queda para 2,2% em abril, que era a menor porcentagem do ano, o PCE subiu para 2,6% em julho. Essa informação foi passada pelo Escritório de Análise Econômica dos EUA. Quando excluímos alimentos e energia, o índice chega a 2,9%.
Já o Índice de Preços ao Consumidor (CPI) registrou uma inflação de 2,7%. A diferença entre os dois é que o PCE inclui dados como os custos de planos de saúde pagos pelos empregadores, sendo um pouco mais flexível na sua composição. Por exemplo, caso o preço da carne suba, ele pode “substituir” a carne por frango na sua análise.
Esses números acabam gerando pressão sobre o Fed, que pode decidir manter a taxa de juros inalterada na próxima reunião, marcada para o dia 17 de setembro. Segundo as estimativas, a chance de um corte de 0,25% nas taxas está em 87,2%, enquanto apenas 12,8% acredita que permanecerá tudo como está.
Criptomoedas sob pressão
Quando os juros estão altos, a renda fixa torna-se mais atraente, e isso normalmente significa que menos dinheiro vai para investimentos mais arriscados, como o Bitcoin. Por isso, o mercado de criptomoedas está refletindo essa queda. O Bitcoin ainda perdeu 3,7%, e o Ethereum sofreu com uma queda de 6,3%. Outras moedas, como Pendle, Tezos, Chainlink e Hyperliquid, apresentam quedas de entre 9% e 10% nas últimas 24 horas.
No mercado tradicional, o S&P 500 abriu em queda de 0,7%, enquanto o Dow Jones recuou 0,46%, refletindo uma sensação geral de ansiedade.
Neste cenário, todos os olhos estão voltados para a próxima reunião do Fed e para a inflação nos meses seguintes. Embora uma possível redução nas taxas de juros possa parecer uma solução, ela também pode criar outros desafios para a economia.