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SEC prorrogou ETF do Pudgy Penguins e impede ETFs exóticos

A Comissão de Valores Mobiliários dos Estados Unidos (SEC) anunciou que vai adiar sua decisão sobre o ETF do Pudgy Penguins, que foi proposto pela Canary Capital. Agora, a análise do produto se estende até 11 de março de 2026. Essa notícia pegou o mercado de surpresa e, logo após o anúncio, o token PENGU viu seu valor cair cerca de 6% em 24 horas, chegando a US$ 0,012. Além disso, o volume de negociações de derivados diminuiu, com os traders reduzindo suas posições. Essa situação acontece em um momento em que os ETFs de criptomoedas estão crescendo nos EUA, mas a SEC está se mostrando mais cautelosa em relação a produtos que não estão atrelados diretamente ao Bitcoin ou Ethereum.

Por que a SEC adiou a análise do ETF do Pudgy Penguins?

Basicamente, a SEC pediu mais tempo para entender um ETF que é considerado inovador. Esse fundo pretende investir entre 80% e 95% em PENGU, um memecoin na rede Solana, e de 5% a 15% em NFTs físicos da coleção Pudgy Penguins. Os principais pontos que preocupam a SEC giram em torno da custódia, da avaliação de preços e da liquidez dos NFTs, além da proteção do investidor.

Esse tipo de ETF, que mistura ativos, desafia o conceito tradicional de um fundo, que é geralmente baseado em ativos que são fáceis de negociar e avaliar. Para o investidor brasileiro, a mensagem é clara: quanto mais excêntrico for o ativo, maior a chance de atrasos regulatórios. Isso contrasta bastante com os ETFs de criptomoedas que têm Bitcoin como lastro.

O impacto do adiamento: PENGU e NFTs em queda

Após a notícia do ETF, o ecossistema Pudgy Penguins viveu um momento de animação, com um aumento de 161% no volume diário de NFTs, que atingiu 681 ETH em apenas 24 horas. Mas com o adiamento, essa empolgação diminuiu. O token PENGU caiu, e também houve uma retração no interesse por contratos futuros desse ativo.

No gráfico de tendências, o PENGU está testando uma zona crítica entre US$ 0,0115 e US$ 0,0120, que serve como suporte de curto prazo. Além disso, o Índice de Força Relativa (RSI) caiu para 44 pontos, indicando que o impulso de compra está diminuindo. O MACD também sinalizou que o movimento pode permanecer em estagnação, a menos que surjam novas notícias favoráveis.

O que isso significa para o mercado de ETFs cripto?

Esse adiamento reforça uma tendência observada: a SEC demonstrou que prefere lidar com ativos que são líquidos e amplamente negociados. Produtos que envolvem memecoins, NFTs e tokens menos conhecidos enfrentam um processo de avaliação mais rigoroso. Enquanto isso, gestoras como a Bitwise continuam avançando com pedidos de ETFs focados em altcoins mais consolidadas, como Chainlink.

Para os investidores brasileiros, isso é um lembrete para ajustar as expectativas, não só em relação a altcoins, mas também ao futuro do preço do bitcoin. Geralmente, os fluxos de investimento se concentram onde as regulações são mais claras, o que, historicamente, tem favorecido o BTC em comparação a ativos de nicho.

Aspectos a ter em mente antes de investir

Um adiamento como esse não significa que o ETF foi rejeitado. A decisão final ainda pode ser positiva, e o histórico mostra que notícias sobre ETFs costumam provocar movimentos especulativos de curto prazo. Contudo, a volatilidade permanece alta, especialmente para tokens com baixa liquidez.

Uma análise do Financial Times apontou que a crescente oferta de ETFs com produtos diferenciados reflete a tentativa das gestoras em se destacar, mas nem todos os projetos chegam ao mercado. Para o investidor, o grande risco é acabar antecipando aprovações que podem nunca ocorrer.

Em resumo, o atraso na aprovação do ETF do Pudgy Penguins indica que a evolução dos ETFs cripto deve seguir um ritmo gradual. Enquanto Bitcoin e principais altcoins estão na dianteira, produtos relacionados a NFTs e memecoins vão exigir mais paciência e uma dose extra de tolerância ao risco.

Rafael Cockell

Administrador, com pós-graduação em Marketing Digital. Cerca de 4 anos de experiência com redação de conteúdos para web.

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