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Reguladores de cripto buscam alinhamento e diminuem incerteza

Nesta semana, a Comissão de Valores Mobiliários dos EUA (SEC) e a Comissão de Comércio de Futuros de Commodities (CFTC) anunciaram um evento conjunto para alinhar futuras ações regulatórias sobre mercados de criptomoedas. Esse movimento busca reforçar a cooperação entre os dois principais reguladores financeiros americanos, algo muito aguardado, especialmente por investidores que buscam maior previsibilidade no setor.

Após um 2025 marcado por tantas incertezas jurídicas, a notícia teve um impacto sutil no mercado. O Bitcoin, por exemplo, continua estável, oscilando em torno de US$ 90.200. Mesmo não provocando uma alta imediata, a articulação entre a SEC e a CFTC sinaliza uma esperança de redução do risco que sempre amedrontou os investidores. Esse passo é especialmente relevante para quem está exposto a exchanges globais e ETFs (fundos de índice) que têm atividades no exterior.

Neste cenário, a colaboração entre as duas agências pode facilitar o acesso a novos produtos, como ETFs e derivados, dando um alívio em meio à confusão atual.

O que significa a harmonização entre SEC e CFTC?

A harmonização proposta busca alinhar critérios de supervisão, exigências de capital e padrões de dados nos produtos de cripto negociados em plataformas registradas. Segundo um comunicado oficial, a intenção é reduzir a sobreposição de regulamentos, aumentando assim a eficiência do mercado.

Desde 2025, as duas comissões já haviam declarado que algumas exchanges registradas estão aptas a negociar produtos spot de criptoativos, eliminando áreas de incerteza que dificultavam o fluxo de capital institucional. Isso se insere em projetos focados em inovação, como o SEC Project Crypto e o CFTC Crypto Sprint.

Para aqueles que acompanham as regulamentações nesse setor nos EUA, essa movimentação mostra que estamos diante de um processo contínuo. Apesar do barulho do mercado, a coordenação entre essas agências é um passo pequeno, mas muito significativo.

Como isso pode impactar ETFs e exchanges globais?

A menor incerteza regulatória tende a beneficiar significativamente os ETFs que investem em Bitcoin e Ethereum. Esses fundos dependem de regras claras para questões como custódia e liquidez. Em 2025, os ETFs de Bitcoin, por exemplo, atraíram mais de US$ 12 bilhões em fluxos líquidos positivos, um avanço que começou a ganhar força após as declarações envolvendo SEC e CFTC.

As exchanges globais também são beneficiadas, porque conseguem planejar as listagens e novos produtos com um risco jurídico reduzido. Isso é muito relevante, especialmente para os investidores brasileiros que utilizam plataformas internacionais ou investem em BDRs (Brazilian Depositary Receipts) e ETFs fora do país.

A conversa em torno da harmonização também ecos com projetos como o Clarity Act, que busca definir competências regulatórias e evitar conflitos de jurisdição entre as agências.

Quais são os riscos e limites desse movimento?

Apesar dos avanços, a harmonização não significa que já temos regras definitivas. Mudanças e discussões públicas podem levar meses ou até anos até gerarem resultados concretos. Também é importante lembrar que possíveis mudanças políticas nos EUA podem alterar as prioridades tanto da SEC quanto da CFTC.

No que diz respeito ao mercado, a falta de uma reação forte nos preços indica que, em parte, essas expectativas já estavam refletidas nas cotações. Os indicadores técnicos do Bitcoin permanecem neutros, com o índice RSI em 52 pontos e as médias móveis de 50 e 200 dias ainda se convergindo, o que sugere um momento de consolidação.

Para investidores no Brasil, é fundamental ficar atento. A coordenação regulatória não é um sinal de que vale tudo para o setor. A fiscalização continua, embora possamos ter regras um pouco mais claras pela frente.

Esses anúncios da SEC e da CFTC sinalizam um movimento gradual rumo a um amadurecimento no cenário regulatório dos EUA. Embora a reação imediata nos preços tenha sido limitada, a tendência de diminuição do risco jurídico pode trazer benefícios ao mercado a médio e longo prazo, especialmente para aqueles que se aventuram em produtos institucionais e na infraestrutura global.

Rafael Cockell

Administrador, com pós-graduação em Marketing Digital. Cerca de 4 anos de experiência com redação de conteúdos para web.

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