NAKA é a primeira agência de marketing focada em Bitcoin e educação
Em meio ao crescente interesse pelo Bitcoin, muitos ainda se sentem perdidos quando o assunto é entender como tudo isso funciona. É nesse cenário que surge a NAKA, a primeira agência de marketing focada exclusivamente no Bitcoin. Fundada por Tiago França e Cecília Lopes, a proposta é descomplicar a conexão entre a robustez técnica da moeda e a forma como ela é percebida e adotada por pessoas e instituições.
Recentemente, dados do Pew Research Center revelaram um dado alarmante: 63% dos adultos nos EUA têm pouca ou nenhuma confiança nas maneiras atuais de investir ou utilizar ativos digitais. Além disso, pesquisas da Financial Conduct Authority do Reino Unido apontam que, mesmo com a popularidade crescente do setor, o entendimento sobre os riscos e o funcionamento do Bitcoin ainda são limitados para muitos.
O Global Adoption Index 2025, da Chainalysis, também traz à tona esses desafios. Embora a adoção do Bitcoin esteja aumentando, existem barreiras como a complexidade técnica e a falta de educação acessível. Para a NAKA, a questão não é a falta de usuários, mas sim a necessidade de trilhas de aprendizado mais bem estruturadas.
Tiago explica que “adoção não é apenas um fenômeno técnico, mas também psicológico, cultural e narrativo”. Estudos recentes apontam que medos, falta de conhecimento financeiro e tecnológico, além da complexidade na comunicação, dificultam uma adoção saudável do Bitcoin.
O que é a NAKA?
Nesse contexto, a NAKA se destaca com um nome que carrega um significado profundo: Narrative Architecture for Knowledge & Adoption, ou Arquitetura de Narrativas para Conhecimento e Adoção. A ideia é que não adianta ter a melhor tecnologia se as pessoas não conseguem entender e se conectar a ela. Por isso, a estratégia de comunicação precisa ser tão sólida quanto o código do Bitcoin.
A NAKA aposta em métodos de educação progressiva que respeitam a inteligência do público, promovendo princípios como escassez, soberania e resistência à censura. Enquanto muitas campanhas focam em mensagens especulativas ou jargões que só confundem, a agência busca transformar complexidade em algo que gera valor real, sem promessas vazias. O objetivo é transformar projetos em marcas reconhecidas, que se tornam movimentos significativos.
Mercado Bitcoin: um novo caminho
A NAKA se divide em três tipos de clientes. O primeiro abrange empresas nativas do Bitcoin — como exchanges e soluções de custódia — que precisam comunicar suas tecnologias de maneira clara. O segundo grupo inclui as chamadas Bitcoin Treasury Companies, que devem explicar suas decisões estratégicas a investidores e stakeholders, mantendo uma imagem reputacional positiva. Já o terceiro público é composto por criadores e influenciadores que buscam estruturar produtos e monetizações de forma mais sustentável.
O que diferencia a NAKA é a sua abordagem específica. Ela se define como Bitcoin Only, o que significa que todas as suas atividades e campanhas focam exclusivamente no Bitcoin, sem se envolver com outras criptomoedas que possam desviar a atenção. Cecília menciona que “altcoins competem por atenção com barulho. O Bitcoin constrói valor em silêncio, bloco a bloco.” A missão da NAKA é dar voz, contexto e sentido para quem está moldando o futuro do dinheiro.
Em um cenário onde muitos buscam educar sobre Bitcoin, mas podem ter conflitos de interesse, a agência se compromete a construir uma autoridade independente e baseada em narrativas de longo prazo. Ao lançar a empresa, Tiago e Cecília enfatizam que comunicar o Bitcoin é uma extensão do próprio código e da cultura que o rodeia. “Marketing não é um adereço. É parte do produto e da missão”, ressaltam.
Dessa forma, a NAKA se apresenta como uma ponte entre a engenharia do Bitcoin e o comportamento humano, criando um espaço onde a adoção acontece de maneira estratégica e consciente.





