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BlackRock atualiza IBIT e reacende interesse no Bitcoin

A BlackRock acabou de fazer uma atualização em seu ETF de Bitcoin à vista, chamado IBIT, e isso está chamando bastante a atenção do mercado financeiro. Neste momento, o Bitcoin está sendo negociado perto dos US$ 88.200, com uma leve alta de 0,9% nas últimas 24 horas, depois de uma queda de mais de 12% desde seu pico recente de US$ 100.000. O cenário atual é de um mercado mais contido, onde os investidores estão bem cautelosos.

Nos últimos sete dias, o valor do Bitcoin ficou entre US$ 86.500 e US$ 90.300. Esse intervalo mostra um equilíbrio temporário entre quem quer comprar e quem quer vender. Mesmo com essa correção, é bom notar que em janeiro o Bitcoin ainda subiu mais de 9%, indicando que há compradores dispostos a entrar, mesmo nas oscilações. É nesse clima que mudanças em produtos como o IBIT podem dar uma noção de como está a confiança do mercado institucional.

O que mudou no IBIT e por que o mercado reagiu?

A atualização feita pela BlackRock trouxe ajustes de governança e na maneira como as informações sobre o IBIT são divulgadas. Isso significa mais transparência e eficiência na custódia do Bitcoin, algo crucial para fundos que movimentam bilhões e que podem influenciar o fluxo de capital no mercado cripto. Hoje, o IBIT é um dos maiores ETFs de Bitcoin, gerindo mais de US$ 30 bilhões.

Os ETFs à vista são uma ótima porta de entrada para investidores tradicionais que querem se expor ao Bitcoin, mas sem precisar lidar diretamente com a custódia. Em tempos de incerteza, observar o comportamento desses produtos pode dar pistas sobre se grandes investidores estão comprando ou vendendo. Isso é um tema frequente nas análises, mesmo que o Bitcoin não esteja em alta.

Demanda institucional sustenta consolidação do Bitcoin

Mesmo com a pressão no curto prazo, os dados on-chain mostram que a quantidade de Bitcoin disponível em exchanges caiu para cerca de 11,8% do total existente. Esse é o menor nível em cinco anos. Menos Bitcoin disponível pode ajudar a suavizar as quedas, criando uma base para a valorização. Além disso, o hash rate, que mede a segurança da rede, continua perto do recorde histórico, acima de 600 EH/s.

No gráfico diário, o índice RSI está em 41 pontos, ainda abaixo da zona neutra, mas sem indicar que estamos em uma fase de venda extrema. O MACD, por outro lado, está negativo, mas os histogramas mostram que a intensidade da queda está diminuindo. As médias móveis de 50 e 200 dias estão sinalizando resistência nos US$ 92.000 e US$ 96.500, enquanto os suportes principais estão entre US$ 87.000 e US$ 80.000.

O que isso significa para investidores brasileiros?

Para quem investe no Brasil, os movimentos em ETFs como o IBIT servem como um termômetro do apetite institucional global. Se esses produtos se mantêm estáveis, mesmo quando o Bitcoin enfrenta pressão, é um sinal de que pode estar se formando uma base de preços. Isso é diferente de momentos em que ETFs estão enfrentando saídas e aumentando a pressão vendedora.

Indicadores de sentimento no mercado estão mostrando cautela. O índice de medo e ganância está em 20, que é classificado como “medo extremo”. Historicamente, leituras tão baixas costumam indicar que uma estabilização ou recuperação pode estar a caminho, embora ainda exista o risco de novas quedas. As previsões de longo prazo variam muito, com estimativas entre US$ 61.813 e US$ 137.503 para 2026, refletindo uma alta incerteza.

A atualização do IBIT, portanto, não vai alterar o preço do Bitcoin sozinha, mas reforça a ideia de que a infraestrutura institucional continua em evolução. Enquanto o Bitcoin se mantém abaixo da marca de US$ 100 mil, o comportamento dos ETFs vai mostrar se o mercado está realmente formando uma base ou apenas fazendo uma pausa antes de um novo movimento. Para os investidores, o momento pede atenção aos detalhes e uma boa leitura do fluxo institucional.

Rafael Cockell

Administrador, com pós-graduação em Marketing Digital. Cerca de 4 anos de experiência com redação de conteúdos para web.

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