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Bear market: entenda o cenário e as opções a seguir

O mercado financeiro está passando por um momento bem delicado. As tensões geopolíticas aumentaram e os dados econômicos dos Estados Unidos têm decepcionado, o que acaba afetando os ativos de risco. Nesse cenário, o ouro voltou a ser visto como uma espécie de porto seguro, atingindo máximas consecutivas.

Depois que o Bitcoin chegou a incríveis US$ 126 mil em outubro, o clima mudou. O preço começou a cair, essa mudança foi bem evidente nos gráficos: formou-se uma cunha ascendente, que é um padrão de reversão. Enquanto o preço do Bitcoin subia, o indicador RSI mostrava sinais de baixa, um claro sinal de que a tendência de alta estava perdendo força.

Recentemente, a situação se agravou quando o ex-presidente Donald Trump anunciou tarifas de 100% contra a China. Isso reacendeu o temor de uma nova guerra comercial e catalisou um pânico no mercado financeiro, resultando em uma das maiores liquidações da história das criptomoedas. Infelizmente, isso tirou as esperanças de quem esperava que o Bitcoin pudesse chegar a valores entre US$ 150 mil e US$ 200 mil, causando perdas consideráveis para investidores.

Porém, as consequências vão muito além das questões financeiras. O impacto emocional é significativo. Quem já passou por um momento de queda acentuada sabe como é difícil lidar com a incerteza e o desespero que o mercado pode gerar.

Tecnicamente, o Bitcoin ainda opera em uma estrutura de quedas, sem sinais claros de reversão. No gráfico diário, uma bandeira de baixa se formou, e as projeções indicam que podemos ver uma possível região de demanda em torno de US$ 75 mil. Além disso, outros pontos de interesse estão na faixa de US$ 72,4 mil, que pode servir como suporte. Vale mencionar também que a formação de um possível padrão de ombro-cabeça-ombro nos gráficos semanal e mensal sugere que ainda há motivos para cautela.

Um indicador que pode ajudar bastante os investidores a entenderem melhor o comportamento do mercado é o STH-SOPR. Ele está atualmente perto de 0,99. Se cair abaixo de 0,96, isso poderia sinalizar um momento importante para acumulação, já que historicamente, isso acontece quando investidores de curto prazo realizam perdas. Acompanhar esse indicador pode ser uma estratégia eficaz na hora de decidir sobre investimentos.

No que diz respeito ao mapa de liquidações, há bastante liquidez acima dos US$ 91 mil, que pode ser aproveitada em possíveis alívios de curto prazo. No entanto, a cautela deve ser a palavra de ordem. Manter posições de compra nesse cenário pode ser arriscado, especialmente sem uma confirmação de reversão de tendência.

Do ponto de vista global, as tensões geopolíticas também têm mantido os investidores em alerta. O conflito entre os Estados Unidos e Irã, que vem se arrastando, traz preocupações sobre o fornecimento de energia, o que tem impactos inflacionários. Além disso, os dados econômicos fracos nos EUA e as expectativas sobre altas nas taxas de juros diminuem o apetite por riscos, drenando liquidez do mercado.

Diante de tudo isso, seria preciso uma narrativa bem sólida para trazer uma nova onda de capital que pudesse revitalizar os preços. Não há fundamentos claros que sustentem uma recuperação imediata. Historicamente, o Bitcoin passou por ciclos prolongados de correção, e tudo aponta para 2026 como um ano de consolidação e, quem sabe, oportunidades a longo prazo.

Encontrar bons projetos em meio ao caos pode ser um divisor de águas para muitos investidores. É fundamental ter paciência, disciplina e fazer uma boa gestão de riscos. As melhores oportunidades podem surgir quando tudo parece incerto, mas é preciso saber como navegar por esses momentos desafiadores.

Rafael Cockell

Administrador, com pós-graduação em Marketing Digital. Cerca de 4 anos de experiência com redação de conteúdos para web.

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