Rotação seletiva em altcoins segue queda do Bitcoin, indica Glassnode
O relatório Altcoin Vector #40, da Glassnode, mostra que os investidores estão começando a mudar o foco para altcoins, especialmente após o Bitcoin ter registrado uma queda de 40% desde seu pico histórico de US$ 126.000, para cerca de US$ 76.000 no início de fevereiro de 2026. Para os investidores brasileiros, o cenário no mercado de BTC/BRL também apresentou uma oscilação entre R$ 406.000 e R$ 415.000, refletindo a fragilidade do ativo no formato dólar. Essa movimentação acontece em um contexto onde os fluxos institucionais estão desacelerando e a incerteza econômica paira sobre o mercado, que se mantém cauteloso.
O Bitcoin, atualmente, opera com o índice de força relativa (RSI) próximo de 27, o que indica que ele está em um nível de sobrevenda. Historicamente, essa situação costuma anteceder recuperações de curto prazo, mas o MACD continua negativo, sem sinais claros de uma reversão. Para a galera que investe em reais, isso significa que a volatilidade tende a ser maior nos pares e é necessário ter um olhar cuidadoso na hora de assumir riscos.
O que é o Altcoin Vector e por que ele importa?
O Altcoin Vector é uma métrica elaborada pela Glassnode que combina rotação de capital, liquidez on-chain e a performance das altcoins em comparação ao Bitcoin. Em outras palavras, é uma forma de acompanhar se o dinheiro está se movendo dos Bitcoins para as altcoins ou se está retornando para ativos mais seguros. Quando o vetor sobe consideravelmente, isso geralmente indica que pode estar começando uma altcoin season.
No relatório atual, a Glassnode comenta que essa rotação está acontecendo, mas de maneira restrita a projetos que possuem fundamentos sólidos e boa liquidez. Os dados recentes mostram que apenas uma pequena parte das altcoins está se destacando positivamente em 2026. Para quem está investindo, a dica é ficar longe de exposições excessivas nesse setor por enquanto.
Rotação seletiva redefine o jogo das altcoins
Com o Bitcoin abaixo das médias móveis de 50 e 200 dias (em torno de US$ 84.000 e US$ 92.000), alguns investidores mais ousados estão buscando oportunidades em altcoins específicas. Analisando os dados on-chain, a gente nota que o estoque de algumas altcoins nas exchanges está diminuindo, sugerindo que investidores maiores, conhecidos como baleias, estão começando a acumular. Porém, o volume geral do mercado continua abaixo da média dos últimos 30 dias.
Esse comportamento demonstra que ainda não entramos em uma altcoin season generalizada. O relatório também destaca que, historicamente, as rotações sustentáveis só acontecem depois que o Bitcoin se estabiliza e recupera níveis importantes. Sem isso, as movimentações costumam ser breves e muito ligadas a narrativas temporárias.
Quais são os riscos para traders e investidores?
Um dos grandes riscos atualmente é confundir essa rotação seletiva com um verdadeiro retorno do mercado de altcoins. Embora a pressão vendedora institucional tenha diminuído — as saídas de ETFs totalizaram US$ 278 milhões em janeiro de 2026, uma queda significativa em relação aos US$ 3,48 bilhões de novembro de 2025 —, o fluxo ainda é negativo. Isso limita a possibilidade de uma alta mais abrangente.
Além disso, o Bitcoin continua vulnerável a novas quedas se perder o suporte em US$ 75.000, o que poderia causar uma nova fase de aversão ao risco. Nesse cenário, as altcoins com baixa liquidez podem despencar com mais intensidade. Para os investidores brasileiros, a volatilidade do câmbio é um fator adicional de risco que não pode ser ignorado.
No fundo, o Altcoin Vector #40 destaca que estamos em um mercado de oportunidades táticas, e não de apostas grandes e indiscriminadas. Enquanto o Bitcoin não conseguir se manter acima de resistências importantes, a migração para altcoins ficará restrita, exigindo disciplina, uma gestão de riscos eficiente e foco nas informações disponíveis para navegar por 2026 com mais segurança.