Pressão de Trump pode impulsionar alta do bitcoin
A recente alta nas ações de criptomoedas, especialmente no Bitcoin, não é apenas uma questão de política, mas um tema muito mais complexo. Com tantas informações surgindo, é fácil perder-se no meio de tantas análises. Afinal, meio mundo fala sobre como a política pode influenciar o mercado, mas e a realidade?
Atualmente, os traders estão avaliando a chance de 70% de que o Clarity Act, que trata da estrutura de mercado de ativos digitais nos EUA, seja aprovado até o fim do ano. Essa expectativa cresceu depois do apoio do ex-presidente Donald Trump, que incentivou os bancos a agirem mais definitivamente em relação ao projeto de lei, pedindo que deixassem de lado as disputas em torno dos rendimentos das stablecoins.
Porém, vale destacar que os mercados de previsão envolvidos nesse cálculo têm um volume abaixo de US$ 1 milhão, o que os torna bastante ilíquidos e suscetíveis a influências de pequenas movimentações de capital. Ou seja, não dá para confiar plenamente nessas apostas de mercado.
Além desse fervor político, existem outros fatores que estão contribuindo para a alta do Bitcoin. Um deles é a busca por proteção geopolítica. Com o aumento das tensões no Irã, muitos investidores veem o Bitcoin como uma opção de “porto seguro”, assim como o ouro. Historicamente, o Bitcoin costuma seguir o ouro com um atraso de três a seis meses. E, nos últimos tempos, enquanto o ouro se valorizou, muitos têm se voltado para o BTC em busca dessa mesma segurança.
Outro ponto importante é a resiliência institucional. Mesmo com a recente volatilidade no preço, os ETFs de Bitcoin tiveram uma perda de apenas 5% nos investimentos totais. Isso mostra que os investidores institucionais permaneceram firmes, mantendo cerca de US$ 32 bilhões em ETFs de Bitcoin. Recentes registros mostram que 456 novos compradores institucionais entraram no mercado no último trimestre, incluindo o gigante japonês Daiwa Securities Group, que adquiriu quase 100 milhões em ETFs de BTC. Para completar, essa semana já registrou mais de US$ 700 milhões em entradas líquidas, um sinal claro de que muitos estão aproveitando as quedas para comprar mais.
Embora a faísca que acendeu este movimento tenha vindo da política, o que realmente está sustentando essa onda de otimismo são as necessidades geopolíticas e uma nova força de convencimento dos investidores, tanto institucionais quanto de varejo. O interesse e a convicção em torno das criptomoedas estão mais fortes do que nunca.





