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Primo Pobre aponta três usos do Bitcoin além da especulação

O influenciador digital Eduardo Feldberg, mais conhecido como Primo Pobre, lançou um vídeo no seu canal em que apresenta as três principais utilidades do Bitcoin. Ele fez isso na quinta-feira (19), com o objetivo de desmistificar o assunto, sempre com aquele jeitinho acessível que o público aprecia. Logo na abertura, ele provoca: “Para que o Bitcoin serve? É só para tentar ganhar dinheiro no curto prazo?

Durante a sua explicação, o Primo Pobre divide as aplicações do Bitcoin em três categorias bem práticas. Ele aborda desde o uso mais comum da moeda até aplicações adotadas por grandes empresas e até governos ao redor do mundo. Vamos conferir como ele organizou essas informações.

1. Especulação Clássica: A busca pelo lucro

A primeira utilidade que Feldberg comenta é a especulação. Essa prática é a mais popular entre os investidores de criptomoedas. O influenciador explica que ela não é exclusiva do mundo cripto; é bastante semelhante a investir em ações, fundos imobiliários ou até mesmo em itens de colecionador, como cartas de Pokémon e carros clássicos.

Ele observa que “a maioria das pessoas hoje compra Bitcoin por especulação clássica”. Em outras palavras, a ideia é adquirir a criptomoeda não para usá-la, mas com a expectativa de vendê-la mais tarde por um preço maior. Contudo, Feldberg faz uma ressalva importante: esse tipo de investimento é arriscado, pois não existem garantias de lucro — a renda variável pode tanto trazer ganhos quanto perdas.

2. Reserva de Valor: O “Ouro Digital”

A segunda utilidade que ele destaca é o uso do Bitcoin como uma reserva de valor. Isso acontece porque o Bitcoin pode ajudar a proteger o nosso patrimônio contra a inflação e crises econômicas. O influenciador faz um paralelo interessante com o ouro, afirmando que, assim como o metal precioso, o Bitcoin é escasso e não pertence a nenhum governo, o que contribui para sua aceitação global.

Feldberg menciona que a ideia de adotar o Bitcoin como reserva de valor está crescendo muito, não só entre pessoas comuns, mas também entre empresas e governos. Ele cita que países como China e Estados Unidos possuem grandes reservas em Bitcoin e faz referência a empresas brasileiras, como Nubank e Méliuz, que já estão explorando essa estratégia. Ele também comenta sobre um projeto de lei em tramitação na Câmara dos Deputados em que se estuda a criação de uma reserva soberana em Bitcoin. Porém, o influenciador aconselha a não alocar todo o patrimônio nessa criptomoeda, mas sim utilizá-la como parte de uma estratégia diversificada.

3. Meio de Pagamento: Dinheiro sem fronteiras

A terceira função que Feldberg apresenta é o Bitcoin como forma de pagamento direto. Ele destaca que a rede funciona 24 horas por dia, sete dias por semana, permitindo transferências internacionais de forma rápida, sem toda a burocracia e taxas altas que costumamos enfrentar nos bancos tradicionais.

Para ilustrar a praticidade, ele diz que já conseguiu comprar itens do dia a dia, como bananas e leite, usando o cartão da Binance. Mas ele também faz um alerta: gastar seus satoshis (as frações de Bitcoin) sem ter uma reserva pode não ser a melhor estratégia. “Não acho isso tão legal para quem tá começando, porque se você ainda não tem a sua reserva de Bitcoin, não adianta ficar gastando ele o tempo todo”, enfatiza.

Feldberg prefere acumular seus Bitcoins para o longo prazo. Quando precisa fazer algumas compras, ele opta por outras criptomoedas, como a stablecoin USDC ou a BNB. Para finalizar o vídeo, ele reforça que, mesmo que o uso do Bitcoin para compras diárias ainda não seja tão comum, a moeda continua forte como uma reserva de valor, bem na mesma linha do ouro e do diamante, que embora não sejam usados para comprar um café, seguem sendo ativos valiosos.

Rafael Cockell

Administrador, com pós-graduação em Marketing Digital. Cerca de 4 anos de experiência com redação de conteúdos para web.

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