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Polícia argentina desmantela esquema de fraude com criptomoedas

A Polícia de Buenos Aires recentemente desmantelou uma quadrilha envolvida em fraudes financeiras com criptomoedas. Na última segunda-feira, as autoridades apreenderam impressionantes US$ 250 mil durante uma ação que aconteceu na região metropolitana da capital argentina.

Esse esquema criminoso era operado por duas famílias que prometiam lucros impossíveis a várias vítimas pelo país. Oito pessoas foram formalmente acusadas e enfrentam a Justiça após os mandados de busca. Um dos presos já era procurado por crimes anteriores na província de La Rioja. Até agora, mais de 200 pessoas foram identificadas como prejudicadas por esse golpe.

Operação revela um rastro milionário em criptomoedas

O número de vítimas pode aumentar à medida que a Polícia analisa os itens apreendidos nas buscas. A operação se espalhou por vários bairros de Buenos Aires e municípios vizinhos, mostrando a grandeza do golpe.

Investigadores da Divisão de Delitos Tecnológicos (DDT) lideraram as investigações, com apoio do Judiciário. O promotor Fernando Rivarola acompanha a situação desde o início de 2023, após uma denúncia em Puerto Madryn, onde uma vítima relatou ter investido mais de 100 milhões de pesos, mas não conseguiu recuperar o valor.

Táticas para enganar as vítimas

Os golpistas utilizavam uma estratégia ardilosa: exibiam rendimentos falsos por um mês inteiro antes de cortar todos os tipos de contato com as vítimas. Elas eram seduzidas com promessas de retornos altos por meio de sociedades fechadas e operações na bolsa de valores.

Para dar uma falsa sensação de segurança, o grupo criou um aplicativo que mostrava saldos fictícios, enganando usuários menos experientes. Quando as vítimas tentavam resgatar seus lucros, eram sempre barradas por “obstáculos burocráticos”, com os golpistas colocando a culpa nas regras do banco central argentino.

Como eles escondiam os bens com criptoativos

A equipe da DDT conseguiu rastrear a movimentação do dinheiro desviado. Os criminosos costumavam converter moeda comum em criptomoedas, dificultando a localização dos fundos pelos investigadores.

A gangue usava o dinheiro desviado para comprar veículos luxuosos e aparelhos eletrônicos, que eram revendidos no mercado argentino. Um dos membros era responsável por abrir empresas de fachada, enquanto outros se ocupavam de transações imobiliárias para lavar o dinheiro, muitas vezes simulando aluguéis. Algumas casas de câmbio clandestinas operavam disfarçadas como agências comuns de turismo.

Apreensão de bens físicos e digitais

Durante essa operação, os policiais cumpriram doze mandados de busca em áreas residenciais de Buenos Aires. As ações foram realizadas em bairros como Retiro, Saavedra e Belgrano, além de outros municípios próximos.

As apreensões totalizaram cerca de US$ 172 mil em dinheiro, 6 milhões de pesos e US$ 80 mil em criptomoedas. Também foram coletados cheques de grandes valores, vários veículos e uma quantidade significativa de eletrônicos, como celulares e notebooks, além de documentos com anotações financeiras.

Equipes de combate ao cibercrime trabalharam em conjunto, e a coleta de discos rígidos deve trazer novas evidências contra os envolvidos. A investigação continua, e os responsáveis buscam identificar mais vítimas desse golpe. Canais oficiais de comunicação foram abertos para que novos prejudicados possam registrar suas perdas e ajudar na elucidação do caso.

Rafael Cockell

Administrador, com pós-graduação em Marketing Digital. Cerca de 4 anos de experiência com redação de conteúdos para web.

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