ABBC e Núclea lançam primeira fase da rede ABBC com CCB tokenizada
A ABBC, que representa os bancos do Brasil, em parceria com a Núclea, uma empresa focada em tecnologia para o mercado financeiro, acaba de dar um passo importante com o lançamento da Rede ABBC. Essa plataforma oferece uma estrutura compartilhada para a emissão, registro e gestão de ativos financeiros tokenizados. O primeiro produto da rede é a Cédula de Crédito Bancário Tokenizada (CCBt), basicamente a versão digital da cédula tradicional.
O legal dessa Rede ABBC é que ela foi criada para atender exclusivamente instituições financeiras que seguem regulamentos. O foco principal é garantir eficiência, segurança jurídica e conformidade com as normas. Tudo isso para que o mercado financeiro no Brasil possa inovar de forma organizada e integrada ao que já existe.
Leandro Vilain, o CEO da ABBC, explica que a Rede nasceu com a ideia de tornar a tokenização de ativos mais segura e padronizada, ajudando a aumentar a competitividade do sistema financeiro. A CCB tokenizada é apenas o primeiro passo nessa jornada, que mescla inovação com a solidez que caracterizou o sistema até agora.
O diretor de Inovação e Serviços da ABBC, Euricion Murari, destaca que a tokenização da CCB é uma prova prática de que é possível conectar as operações do sistema financeiro atual com novas tecnologias. Isso traz vantagens como segurança regulatória e novas oportunidades de negócios. Além disso, abre portas para um modelo de liquidez mais flexível e dinâmico.
Nesta fase inicial, a Núclea será responsável por registrar o ativo tradicionalmente e, em seguida, criar um token que o represente em sua própria blockchain, chamada Núclea Chain. As duas estruturas vão se conectar, permitindo que a ABBC gerencie e visualize operações de clientes, sempre com a devida autorização. Essa colaboração é um movimento relevante para fortalecer a tokenização no Brasil.
André Daré, CEO da Núclea, ressalta que a parceria com a ABBC faz parte de um plano maior para evoluir a infraestrutura do ecossistema financeiro. A tokenização das CCBs não só integra inovação e segurança, mas também mantém o registro tradicional como base, enquanto usa a tecnologia para facilitar e escalar a tokenização de ativos.
A CCB tokenizada vai preservar o fluxo habitual do produto, mas incorpora automação, rastreabilidade e outras melhorias devido às tecnologias de registro distribuído, tudo isso sem desviar do que as normas vigentes exigem.
Com várias instituições financeiras já operando e outras se integrando, a Rede ABBC está abrindo uma nova fase no mercado de crédito. Essa mudança cria oportunidades para expandir o portfólio de ativos digitais e fortalece um ecossistema colaborativo que promete inovar ainda mais.




