Na quinta-feira (29), o dólar teve um aumento de cerca de 1% e foi cotado a R$ 5,387, aproximando-se da marca de R$ 5,40. Ao mesmo tempo, o Índice Bovespa (Ibovespa), representando a Bolsa de Valores, registrou uma queda de mais de 1%, encerrando abaixo dos 170 mil pontos e marcando sua quarta queda seguida.
Câmbio
O dólar norte-americano subiu 0,76% em relação ao real, atingindo R$ 5,387. Na tarde de quinta-feira, por volta das 15h30, o pico do dólar foi de R$ 5,43, refletindo um aumento de 1,56% comparado ao fechamento anterior. Essa alta foi favorecida por dados econômicos dos EUA que mostraram um crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 3,4% no terceiro trimestre.
Indicadores de inflação, como o núcleo do índice de preços de despesas de consumo pessoal (PCE), tiveram um aumento de 0,3% em setembro, conforme esperado pelo mercado. Esses dados fizeram com que o dólar se fortalecesse também em relação a moedas de países emergentes.
No Brasil, as expectativas sobre política fiscal e a formação da equipe econômica do próximo governo de Luiz Inácio Lula da Silva influenciaram o câmbio. Dados do Banco Central destacaram preocupações fiscais ao indicar que a dívida bruta do setor público atingiu 82,9% do PIB em setembro.
Bolsa acumula perdas
O Ibovespa retrocedeu 1,06%, fechando em 169.186 pontos, acumulando quatro sessões consecutivas de queda. Durante as operações, o índice variou entre 168.765 e 171.402 pontos. Os investidores reagiram aos dados de inflação nos EUA e às expectativas para as taxas de juros do país norte-americano.
O índice S&P 500 em Nova York caiu 0,3% nos mercados internacionais. O setor de tecnologia sofreu negativamente, especialmente após os resultados da Alphabet, levantando preocupações sobre os crescentes custos com investimentos em inteligência artificial.
No mercado doméstico, além dos fatores internacionais, a atenção também estava voltada para os dados fiscais apresentados pelo Banco Central, que destacaram as preocupações econômicas internas. O déficit público acumulado chegou a R$ 5,5 bilhões, reforçando a expectativa em torno das medidas a serem adotadas pelo próximo governo.
