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ARK projeta mercado cripto de US$ 28 tri até 2030 com ETFs

A ARK Invest acaba de fazer uma previsão bem ousada para o futuro do mercado de ativos digitais. Eles acreditam que, até 2030, esse mercado pode alcançar a impressionante marca de US$ 28 trilhões. O que impulsiona essa ideia? Principalmente a adoção institucional, especialmente com a popularização de ETFs e mudanças nos balanços corporativos. No momento, o Bitcoin está em alta, com seu valor girando em torno de US$ 47.800, mostrando um crescimento de 3,2% nas últimas 24 horas e 11,6% em uma semana. Esse cenário ocorre em um contexto onde o interesse institucional está voltando a crescer, depois de um período de estabilidade no mercado.

Nos primeiros dias de janeiro, os ETFs de Bitcoin nos EUA já registraram entradas de mais de US$ 1,2 bilhão. Esse fluxo indica uma mudança clara e positiva nos investimentos. Para os investidores brasileiros, isso é um sinal de que o mercado está cada vez mais influenciado pelas decisões das grandes instituições, e não apenas por investidas de investidores comuns.

O que está por trás da projeção da ARK?

A previsão dos US$ 28 trilhões leva em conta uma série de fatores, incluindo Bitcoin, Ethereum, stablecoins, DeFi e a tokenização de ativos tradicionais. A ARK Invest destaca que a aceleração na adoção institucional é o principal motor desse crescimento, transformando as criptomoedas em uma classe de ativos que se integra cada vez mais ao sistema financeiro tradicional. Na prática, isso significa que, com mais instituições comprando, a demanda aumenta, e a dependência de ciclos especulativos diminui.

Até janeiro de 2026, os ETFs de Bitcoin já acumulavam US$ 56,52 bilhões em entradas líquidas. Esses fundos representam cerca de 12,2% da oferta total de Bitcoin, um número que é relevante porque diminui a quantidade disponível nas exchanges, o que pode ser um bom sinal para quem está de olho no preço.

Demanda institucional já impacta preço e oferta

Atualmente, o Bitcoin está sendo negociado acima das médias móveis de 50 e 200 dias. Isso significa que, apesar das flutuações, a tendência pode ser positiva. O suporte imediato está em US$ 46.500, com uma resistência clara em US$ 49.800. Isso tudo indica um cenário de esperança para muitos investidores.

Analisando mais a fundo, o volume de Bitcoin disponível nas exchanges caiu para 11,3% da oferta total, a menor marca em dois anos. Para reforçar a tendência de compra, a MicroStrategy adicionou mais 13.267 BTC no início de 2026. Isso mostra que muitas empresas estão vendo o potencial das criptomoedas como uma solução de longo prazo, ligando-se ao apetite crescente por investimentos digitais.

Como isso afeta investidores brasileiros?

Aqui no Brasil, o Banco Central está implementando novas regras para as VASPs a partir de fevereiro de 2026. Essas normas exigem maior autorização e transparência, algo que pode atrair mais capital institucional para o país. Para o investidor pessoa física, isso traz um lado positivo: mais segurança em suas transações. Porém, significa também que a informação estará mais democrática, trazendo novos desafios na hora de investir.

Quais são os riscos dessa narrativa?

Vale frisar que a projeção da ARK para o crescimento futuro depende de uma demanda institucional constante e da estabilidade nas regras globais. Se houver uma mudança brusca nos fluxos dos ETFs ou se surgirem regulamentações mais rigorosas, isso pode causar uma volatilidade inesperada. Além disso, o mercado de criptomoedas ainda é muito suscetível a fatores macroeconômicos, como políticas monetárias e a liquidez no mundo todo.

A meta de chegar aos US$ 28 trilhões até 2030 é ambiciosa, mas está baseada em dados concretos sobre fluxo, estoque e adoção. Para os investidores brasileiros, a mensagem é clara: entender as métricas institucionais e as mudanças nas regulações é tão importante quanto acompanhar as oscilações de preço. O mercado continua oferecendo oportunidades, mas exige uma abordagem sempre mais cuidadosa.

Rafael Cockell

Administrador, com pós-graduação em Marketing Digital. Cerca de 4 anos de experiência com redação de conteúdos para web.

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