Astro do Shark Tank revela queda drástica em 27 criptomoedas
Kevin O’Leary, um investidor famoso nos Estados Unidos por sua participação no programa Shark Tank, fez uma declaração recente que causou burburinho no mundo das criptomoedas. Ele informou que vendeu 27 criptomoedas de seu portfólio no dia 20 de outubro de 2025, apenas dez dias após um dos maiores eventos de liquidação da história do mercado. No entanto, O’Leary manteve três ativos: Bitcoin, Ethereum e USDC.
Se voltarmos ao ano de 2020, vemos que, quando o Bitcoin estava na faixa de US$ 19.000, O’Leary comentou que poderia investir até 20% de seu capital nessa criptomoeda. Mais tarde, ele se contradisse, chamando o Bitcoin de um “hambúrguer gigante de nada”. Essa dicotomia mostra como o cenário das criptos pode ser volátil e cheio de surpresas.
Kevin O’Leary acredita que muitas criptomoedas não vão se recuperar
Atualmente, o Bitcoin enfrenta uma queda de 40% em relação ao seu pico histórico de outubro de 2025. Algumas outras criptomoedas estão se saindo ainda pior. Em uma participação no podcast The Breakdown no último dia 14, O’Leary expressou sua crença de que muitas delas não vão conseguir se recuperar.
Ele comentou que “a decepção com as criptomoedas é porque elas não foram adotadas tão rapidamente quanto as pessoas imaginavam.” Para ele, o mercado precisa de legislação mais clara, como o Structure Act ou o Clarity Act, para que haja uma adoção institucional saudável. Ele acredita que esse ato pode ser aprovado em um prazo de 12 meses, o que seria um ponto positivo.
Porém, também deixou claro que há mais de 10 mil tokens disponíveis no mercado e questionou: “Quantos eu realmente preciso para ter uma boa exposição?” A resposta, na visão dele, é simples: duas. “Eu consigo capturar 97,5% ou mais da volatilidade do mercado com apenas Bitcoin e Ethereum”, afirmou, descartando muitos outros projetos como lixo.
Surpreendendo ainda mais, O’Leary revelou que vendeu as 27 criptomoedas logo após o grande colapso do mercado. Para ele, esses outros projetos precisam fazer um grande esforço de marketing, que poderia custar cerca de US$ 200 milhões (mais de R$ 1 bilhão) por ano. Ele se perguntou se essas “moedas lixo” teriam condição de investir tanto e acrescentou que não vê razões para possuí-las.
Ele observou que algumas criptomoedas “caíram 98% e nunca mais voltarão”, deixando claro que a dura realidade do mercado não é nada fácil. Apesar das dificuldades, O’Leary acredita que essa “limpeza” foi uma das melhores coisas para o mercado como um todo, destacando a necessidade de um ambiente mais saudável.
Para quem se interessa pelo assunto, vale a pena conferir a conversa completa! O’Leary também aborda temas como Inteligência Artificial e dá conselhos para as novas gerações, oferecendo um panorama bastante rico sobre o que está acontecendo no hoje.





