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Banco Master busca tokenização de carbono em terras indígenas

O caso do Banco Master chamou atenção por causa de rumores que ligam a instituição ao mercado de criptoativos e a tentativas de tokenizar créditos de carbono usando terras indígenas em Apuí, no Amazonas. Isso gerou um burburinho considerável, especialmente com a associação dos parentes do fundador do banco a esse projeto polêmico.

O Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) saiu em defesa de sua reputação, negando passo a passo qualquer vínculo com o projeto da família Vorcaro, que inclui o pai e a irmã do empresário Daniel Vorcaro, Henrique e Nathália, à frente da Alliance Participações e Investimentos LTDA, com sede em Brasília. O Incra deixou claro que a proposta de tokenização foi vetada, destacando a ilegitimidade do procedimento e alegando que, em 2024, eles já haviam derrubado uma tentativa anterior.

O clima se torna ainda mais tenso quando lembramos que o Banco Master está envolvido em um escândalo de grandes proporções no Brasil, sob suspeitas de fraudes que podem chegar a R$ 40 bilhões. Além disso, há indícios de gestão fraudulenta e operações suspeitas com o BRB, que só aumentam a pressão sobre a instituição.

Todos esses fatores tornaram a situação ainda mais alarmante, e o Livecoins não conseguiu contato com os mencionados para comentar sobre o assunto. O espaço permanece aberto para qualquer manifestação.

Nota do Incra

O Incra lançou uma nota explicando sua posição sobre a situação. Segundo a autarquia, houve análises que mostraram a ilegalidade da operação proposta, que envolvia a área chamada “Fazenda Amazônia”. Isso porque a área em questão é pública e pertence à União, sendo destinada a projetos de assentamento.

O empresário José Antônio Ramos Bittencourt, que estava envolvido nesse projeto, protocolou um documento no Incra em janeiro de 2025, mas acabou por descobrir que a área era pública. Ele ainda solicitou ao Incra a possibilidade de continuar com um projeto ambiental para ações de preservação e apoio comunitário, mas esse pedido não avançou conforme esperado.

O Incra então decidiu visitar a área para avaliar as atividades em andamento em parceria com a comunidade local. Um grupo de trabalho foi criado para estabelecer diretrizes básicas para um projeto, mas acabou por enviar o caso à Procuradoria Federal Especializada, que pediu mais informações sobre o projeto e os contratos, que ainda não haviam sido apresentados de forma completa.

A análise jurídica resultou na decisão de suspender os contratos entre as partes, impossibilitando a assinatura de um Termo de Ajustamento de Conduta. Além disso, a Procuradoria tinha levantado questões que impediram a finalização do TAC, com novas solicitações de documentos feitas à empresa em novembro de 2025. Os documentos, por sua vez, foram enviados apenas em dezembro e ainda estão sob análise.

Em resumo, o Incra deixou claro que, apesar do pedido da empresa, não houve uma conclusão sobre a viabilidade do projeto. Acima de tudo, a autarquia reafirma que para qualquer projeto que envolva pagamentos por serviços ambientais em áreas públicas, é indispensável a aprovação do órgão e a anuência das comunidades envolvidas, de acordo com a legislação vigente.

Rafael Cockell

Administrador, com pós-graduação em Marketing Digital. Cerca de 4 anos de experiência com redação de conteúdos para web.

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