Bitcoin alcançará 20 milhões de unidades mineradas em março
Informações do Terminal Livecoins mostram que a marca de 20 milhões de bitcoins minerados deve ser alcançada em 33 dias, mais precisamente no dia 8 de março de 2026. Se a previsão se concretizar, isso sinaliza uma nova fase para a rede do bitcoin.
Com a obtenção dessa marca histórica, a escassez da moeda digital vai aumentar, restando apenas 5% da emissão total para serem lançados no mercado. Isso significa que a corrida por adquirir bitcoins deve aumentar, visto que cada vez ficará mais difícil conseguir uma unidade completa.
Vale lembrar que Satoshi Nakamoto, o criador do bitcoin, estabeleceu um limite máximo de 21 milhões de BTCs, que deve ser atingido apenas em 2140. Atualmente, já temos cerca de 19,98 milhões de bitcoins disponíveis. Para quem está começando agora, isso torna o caminho para reunir essa moeda um pouco mais complicado.
O que significa chegar a 20 milhões de bitcoins em 2026 e 21 milhões apenas em 2140
Esse número serve como um lembrete da natureza deflacionária do bitcoin. Enquanto os primeiros 20 milhões de bitcoins foram minerados ao longo de uns 17 anos — do Bloco Gênesis, em 2009, até 2026 — o último milhão vai levar mais de um século para ser minerado. Esse processo acontece por conta do halving, eventos planejados para ocorrer a cada quatro anos, onde a recompensa pela mineração é cortada pela metade. O próximo halving deve ocorrer em 2028, o que vai dificultar ainda mais a obtenção de novas unidades.
Hoje, a recompensa por bloco é cada vez menor, tornando cada nova unidade mais difícil e cara de ser produzida. Estima-se que o último satoshi só seja minerado lá para 2140.
Previsibilidade do bitcoin no código
Chegar aos 20 milhões de unidades reforça o conceito do bitcoin como um “ouro digital”. Ao contrário das moedas tradicionais, que podem ser impressas sem limites pelos bancos centrais, gerando inflação e desvalorização, o bitcoin tem uma política monetária bem definida e auditável.
Com a oferta de novos bitcoins diminuindo, a teoria econômica sugere que, se a demanda continuar a crescer — impulsionada por fatores como ETFs, tesourarias de empresas e a adoção por países —, isso pode gerar um choque de oferta que, a longo prazo, tende a elevar os preços.


