Bitcoin atinge 1 zettahash por segundo; entenda o significado
O Bitcoin acaba de alcançar um marco impressionante: ultrapassou 1 zettahash por segundo (1 ZH/s), estabelecendo um novo recorde de hashrate. Para ter uma ideia da magnitude disso, pense que os mineradores estão realizando mais de um sextilhão de combinações a cada segundo em busca do próximo bloco. Em números, estamos falando de 1.000.000.000.000.000.000.000 de hashes por segundo, um valor que supera até mesmo os 7,5 quintilhões de grãos de areia que existem na Terra.
Max Keiser, um investidor veterano no mundo do Bitcoin, sugere que esse aumento no hashrate pode ser um sinal de que o preço da criptomoeda está prestes a disparar. A preocupação com a segurança da rede aumenta conforme o hashrate cresce, tornando ataques mais caros e difíceis de realizar.
Bitcoin bate recorde de hashrate e passa marca de 1 ZH/s
O conceito de hashrate é essencial para entender o funcionamento do Bitcoin. Ele mede o poder computacional da rede: quanto maior o hashrate, mais segura é a rede. De acordo com dados do CoinWarz, o hashrate atingiu 1,024 ZH/s na última quinta-feira, dia 28.
Antes disso, a comunidade frequentemente mediu o hashrate em exahashes por segundo (EH/s). Para contextualizar, a primeira vez que o Bitcoin chegou a 1 EH/s foi há cerca de 9 anos, em janeiro de 2016. Essa evolução demonstra claramente o avanço tecnológico na mineração de criptomoedas.
E não podemos esquecer da redução da recompensa por mineração. Essa recompensa é cortada a cada 210.000 blocos, ou seja, aproximadamente a cada 4 anos. Hoje, os mineradores recebem apenas 3,125 BTC por bloco, além das taxas de transação.
Max Keiser afirma que crescimento no hashrate precede alta no preço do Bitcoin
Max Keiser, uma figura proeminente no universo do Bitcoin, acredita firmemente que o crescimento do hashrate indica uma eventual alta no preço da moeda. Ele expressou suas ideias em uma postagem no X (antigo Twitter) onde afirmou que “o hashrate precede o preço”. Segundo ele, os mineradores são os verdadeiros “assumidores de risco” e têm um papel fundamental em sinalizar tendências de preço.
Keiser levantou uma reflexão interessante: “É possível nomear outra commodity cuja mineração seja insensível ao preço?” Essa é uma das grandes diferenças entre a mineração de Bitcoin e outras commodities, como o ouro — onde a extração pode ser proporcional aos investimentos. No caso do Bitcoin, a recompensa por bloco é fixa, independentemente do poder computacional disponível.
Atualmente, o Bitcoin está cotado a US$ 112.280, com uma leve alta de 0,25% nas últimas 24 horas. Keiser já expressou a visão de que a moeda pode atingir o incrível valor de US$ 500.000 por unidade no futuro.