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Bitcoin cai com FUD de baleia, mas gráficos mostram otimismo

A recente movimentação no mercado de Bitcoin gerou alvoroço entre investidores e entusiastas das criptomoedas. O que aconteceu? Um dos maiores detentores de Bitcoin do histórico decidiu transferir nada menos que 8 bilhões de dólares em Bitcoin, o que deixou a comunidade bem agitada. Para você ter uma ideia, a quantia movimentada corresponde a 80.000 BTC, ou aproximadamente R$ 46 bilhões, saindo de carteiras que estavam paradas há mais de 14 anos.

Esse “grande jogador”, conhecido como “OG”, acumulou esses bitcoins entre abril e maio de 2011, quando o ativo estava sendo negociado entre US$ 0,78 e US$ 3,37. É aquele típico caso de quem segurou as moedas como um verdadeiro “mão de diamante”. No auge dessa acumulação, a entidade chegou a ter até 200.000 BTC, que hoje valeriam cerca de US$ 22 bilhões. Isso a coloca entre os cinco maiores detentores de Bitcoin de todos os tempos.

Diante desse movimento surpreendente, surgiram várias especulações. O diretor de uma conhecida exchange, Conor Grogan, inicialmente sugeriu que as carteiras poderiam pertencer a alguma exchange não identificada. Depois, ele aventou a possibilidade de serem de um minerador muito antigo ou até mesmo de um hack, o que levou à agitação na comunidade cripto. E para completar, a movimentação aconteceu durante um feriado nos EUA, quando muitos estavam simplesmente relaxando na praia. Coincidência ou manipulação?

Com o mercado em um clima de tensão, muitos traders ficaram nervosos e o preço do Bitcoin caiu de mais de US$ 109.000 para cerca de US$ 107.500 logo após a notícia sobre essa movimentação bombástica.

Para onde vai o Bitcoin?

Agora, a grande pergunta que fica: qual será o futuro do Bitcoin? Vamos analisar a situação mais de perto.

Os traders de curto prazo, buscando realizar lucros após a valorização de 15% do Bitcoin nos últimos dois meses, entraram em ação, criando uma tendência de “venda no fato”. É importante destacar que o Bitcoin está enfrentando uma resistência técnica importante na faixa dos US$ 110.561, nível que foi registrado em junho. Isso indica que o ativo continua lutando para romper um canal de baixa que já dura sete semanas.

Um indicador relevante, o Índice Direcional Médio (ADX), mostra que a força da tendência atual está em 25. Isso é crucial porque abaixo desse número indica um mercado sem direção, enquanto acima de 25 sugere uma tendência mais definida. O que isso significa? O Bitcoin ainda se mantém em um cenário incerto, mas com potencial de recuperação.

Além disso, as Médias Móveis Exponenciais (EMAs) também trazem um pouco de esperança. A EMA de 50 dias está em US$ 87.394, enquanto a de 200 dias está bem abaixo, em US$ 56.114. Quando o preço do ativo está acima das duas médias, isso confirma uma tendência de alta, e o Bitcoin continua mantendo essa estrutura.

O Índice de Força Relativa (RSI) está em 62, o que sugere um impulso positivo, indicando que o ativo ainda pode subir mais antes de entrar em um território considerado sobrecomprado. Por outro lado, o Indicador de Momentum de Compressão aponta para uma tendência de alta sólida, sinalizando que novos movimentos de volatilidade podem trazer bons resultados.

Níveis-chave do Bitcoin para ficar de olho:

Resistência: US$ 110.000 (ponto recente de rejeição), US$ 115.000 (nível psicológico)
Suporte: US$ 105.000 (imediato), US$ 100.000 (psicológico importante), US$ 87.394 (EMA de 50 semanas)

Os gráficos mostram um cenário misto, mas que ainda anima muitos investidores a manterem-se otimistas, mesmo em meio à incerteza.

Rafael Cockell

Administrador, com pós-graduação em Marketing Digital. Cerca de 4 anos de experiência com redação de conteúdos para web.

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