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Bitcoin pode sofrer queda com possíveis ações dos EUA contra Irã

O Bitcoin (BTC) está sendo negociado em torno de US$ 66.000, o que equivale a aproximadamente R$ 350.907, nesta quinta-feira. Essa oscilação acontece em meio a temores de um conflito iminente no Oriente Médio, especialmente entre os Estados Unidos e o Irã. Muitos investidores aguardam os próximos movimentos militares, enquanto analistas apontam que novos ataques podem pressionar ainda mais o mercado de criptomoedas, colocando em dúvida a ideia do Bitcoin como um ativo seguro.

### O que explica a movimentação atual?

Quando falamos de mercados, uma coisa é clara: a incerteza traz desconforto. Em situações de tensão geopolítica, como a que estamos vivendo, investidores institucionais costumam liquidar ativos mais arriscados em busca de segurança, seja em dólar ou ouro. Carlos Guzman, da GSR Research, comentou que a agitação no Oriente Médio está afetando tanto as criptomoedas quanto as ações, levando os investidores a adotarem uma postura mais cautelosa.

Apesar de muitos considerarem a criptomoeda como uma reserva de valor, a realidade tem mostrado outra resposta a curto prazo. É interessante notar que, em momentos de incerteza global, a ideia de que o Bitcoin pode funcionar como um “protector” é frequentemente desafiada. Em 2022, por exemplo, conflitos entre Israel e Irã resultaram em quedas acentuadas nos preços do Bitcoin. Atualmente, a possibilidade de ações mais severas sob a administração de Donald Trump traz à tona velhos receios no mercado.

### Quais níveis técnicos importam agora?

No que diz respeito à análise técnica, a situação pede cautela. O Bitcoin está testando suportes importantes na faixa de US$ 65.000. Desde seu pico em outubro de 2025, o preço caiu bastante. Especialistas da Stifel alertam que se o BTC continuar a acompanhar a fraqueza do dólar e a aversão ao risco, ele pode recuar até US$ 38.000.

Além disso, dados on-chain mostram uma queda preocupante na demanda de pequenos investidores, que está em níveis baixos desde a corrida de baixa de 2022. Esse movimento, chamado de “capitulação do varejo”, normalmente precede longos períodos de estagnação antes de uma verdadeira recuperação. Traders mais experientes estão de olho nas movimentações de grandes investidores, as chamadas “baleias”, que podem manipular os preços nesses momentos críticos.

### Como isso afeta o investidor brasileiro?

Para os investidores brasileiros, o momento pede uma atenção redobrada à gestão de riscos. As tensões no cenário global geralmente fortalecem o dólar em relação ao real, o que pode dar uma falsa impressão de que o Bitcoin está mais estável em reais. No entanto, isso não impede que o valor real do ativo seja impactado pela desvalorização. É fundamental compreender a ligação entre o Bitcoin e os mercados tradicionais, que tende a ser mais forte em momentos de crise, levando as criptomoedas a sofrerem junto com as bolsas.

Com grandes potências disputando espaço e uma China já indicando que os bancos devem reduzir a exposição à dívida dos EUA, o Bitcoin pode ser afetado por liquidações repentinas. Especialistas aconselham a evitar alavancagens neste período. Se os EUA realmente atacarem o Irã, a reação do mercado pode ser uma queda drástica antes que o Bitcoin volte a se comportar como uma reserva de valor a longo prazo.

### Em resumo

A possibilidade de um conflito direto entre os EUA e o Irã coloca o Bitcoin em uma situação delicada. Os investidores devem ficar atentos ao suporte na marca de US$ 65.000 e observar os dados de inflação dos EUA que serão divulgados em breve. Essas informações, em combinação com as notícias sobre a guerra, podem influenciar bastante o rumo do mercado.

Rafael Cockell

Administrador, com pós-graduação em Marketing Digital. Cerca de 4 anos de experiência com redação de conteúdos para web.

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