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Bitcoin sobe com recuo de Trump em tarifas e ETFs ativos

O Bitcoin teve uma alta nesta quarta-feira, impulsionado pelo recuo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em relação a uma ameaça de tarifas contra a União Europeia. Após uma reunião considerada “produtiva” com o secretário-geral da OTAN, a principal criptomoeda subiu 2,4%, alcançando o valor de US$ 90.850. Esse movimento é especialmente interessante, já que o ativo havia atingido uma mínima de US$ 87.369 no dia 20 de janeiro. Essa reação mostra como o mercado cripto é sensível a notícias econômicas e políticas.

Ainda assim, ao olhar para a semana, o Bitcoin acumulou uma queda de 1,8%, refletindo a volatilidade causada pelas incertezas nas relações entre os EUA e a UE. Para os investidores brasileiros, isso é uma clara demonstração de como eventos globais impactam diretamente o preço do Bitcoin e as decisões de investimento.

O que aconteceu e por que o mercado reagiu?

Antes dessa recuperação, o Bitcoin enfrentou uma sequência de seis dias de perdas. O discurso protecionista de Trump criou um clima de incerteza, afetando a confiança do investidor. Em 13 de janeiro, o ativo tinha superado os US$ 95.000, com entradas de até US$ 760 milhões em ETFs de Bitcoin nos EUA, mas perdeu esses ganhos com novas notícias negativas.

Dados recentes indicam que, na semana, os ETFs acumularam US$ 1,4 bilhão em entradas. Para o investidor brasileiro, esses fundos são uma boa referência para entender a demanda institucional por Bitcoin, especialmente se você acompanha o mercado por meio de BDRs e corretoras internacionais.

Indicadores técnicos mostram alívio, mas tendência segue indefinida

Analisando os gráficos, o RSI do Bitcoin subiu de 38 para 46, saindo da zona de sobrevenda, embora ainda esteja abaixo do patamar neutro de 50. O MACD permanece negativo, mas com sinais de perda de força vendedora, indicando uma possível melhora a curto prazo.

O preço do Bitcoin agora opera acima da média móvel de 50 períodos, situada em US$ 86.700, atuando como um suporte imediato. A resistência mais próxima está em US$ 95.000, um nível já testado recentemente. Se o preço romper esse patamar, podemos ver um teste em torno de US$ 98.000.

ETFs e correlação com ações seguem no radar

Além das questões políticas, o Bitcoin também apresenta uma correlação significativa com ativos tradicionais. Estudos revelam uma correlação de 0,42 com o S&P 500 e 0,58 com o Nasdaq, especialmente em períodos de incerteza tarifária. Isso significa que movimentos em Wall Street e nas políticas externas dos EUA têm grande impacto nas decisões de investimento em cripto.

Para os investidores brasileiros, ficar de olho nessas flutuações é cada vez mais importante. O mercado cripto não vive isolado e suas oscilações estão muito ligadas a eventos externos.

Quais são os riscos desse movimento?

Apesar dessa leve recuperação, a cautela ainda é necessária. Entre 6 e 8 de janeiro, os ETFs de Bitcoin sofreram saídas de US$ 1,128 bilhão, evidenciando como o fluxo de capital pode mudar rapidamente em momentos de tensão, segundo dados recentes.

O cenário do mercado cripto continua influenciado por eventos globais, o que pede um pouco mais de prudência a curto prazo. Para traders, o momento é de atenção redobrada, especialmente em relação a stops e ao comportamento dos ETFs.

Com a evolução da situação, o recuo nas tarifas trouxe um alívio temporário, afastando o Bitcoin das mínimas recentes. Mas a direção futura ainda depende de confirmações. À medida que o cenário macroeconômico e os fluxos institucionais se tornem mais claros, o BTC deve continuar sua dança entre suportes e resistências.

Rafael Cockell

Administrador, com pós-graduação em Marketing Digital. Cerca de 4 anos de experiência com redação de conteúdos para web.

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