CEO da Ripple vê 90% de chance de lei cripto aprovada até abril
Nesta sexta-feira, o ambiente das criptomoedas ganhou um ar de otimismo, e isso se deve a uma figura de peso no setor: Brad Garlinghouse, o CEO da Ripple. Ele compartilhou uma previsão que pegou muitos de surpresa, afirmando que vê uma chance de 90% de que um projeto de lei sobre a estrutura do mercado de criptomoedas seja aprovado nos Estados Unidos até o fim de abril. Essa declaração anima bastante os investidores, especialmente os que têm interesse no XRP, o ativo digital da Ripple, sinalizando uma possível mudança nas regras que muitos aguardam há bastante tempo.
O que motiva essa expectativa?
Um dos grandes desafios enfrentados pelo mercado de criptomoedas nos EUA tem sido a falta de clareza nas regulamentações. Em termos simples, o projeto de lei que está na pauta, chamado de Clarity for Payment Stablecoins Act, busca estabelecer definições mais claras sobre o que se configura como valor mobiliário e o que é uma commodity. Essa distinção é essencial para empresas como a Ripple, que já passaram por longas batalhas judiciais devido a essa incerteza.
Recentemente, Gardlinghouse manteve um tom otimista, muito impulsionado por reuniões importantes na Casa Branca sobre assuntos relacionados a stablecoins. Acompanhando essas movimentações, vale a pena dar uma olhadinha no que está sendo discutido nos bastidores da nova legislação.
Quais dados são relevantes nesta questão?
Em uma entrevista para a Fox Business, Garlinghouse aumentou a sua estimativa de aprovação de 80% para 90%, citando um bom diálogo na Casa Branca. De acordo com informações do The Block, as negociações estão acelerando, com prazos e definindo detalhes técnicos:
- Prazo de 1º de Março: Esse é o dia limite estabelecido para resolver questões sobre o rendimento das stablecoins.
- Probabilidade de Mercado: Plataformas de previsão como o Polymarket mostraram um salto nas chances de aprovação, de 56% para 84% em um único dia, corroborando o otimismo de Garlinghouse.
- Ponto de Tensão: A principal discussão gira em torno se os emissores de stablecoins podem repassar juros das reservas aos consumidores, algo que os bancos tradicionais temem que afete seu capital.
Assim, abril parece ser um mês decisivo, especialmente antes das eleições de meio de mandato nos EUA, que costumam monopolizar o debate legislativo.
O que isso significa para o investidor brasileiro?
Para quem investe no Brasil, uma regulamentação clara nos EUA pode ser um guia importante para o mercado internacional. A aprovação dessa lei validaria o setor e poderia atrair mais capital de investidores institucionais, beneficiando ativos como o XRP e o Bitcoin. Recentemente, vimos como essa validação pode impactar o mercado, destacando a parceria da Ripple, que trouxe o XRP mais próximo do sistema financeiro tradicional.
Em relação aos preços, esse movimento poderia quebrar barreiras importantes. Para investidores que atuam com pares em BRL, é importante ficar de olho nas flutuações do câmbio e na reação do XRP, que agora busca um catalisador significativo para traçar sua próxima direção de preço.
Os riscos a considerar
Embora a previsão de Garlinghouse seja otimista, ainda há uma margem de 10% de incerteza. O lobby bancário nos Estados Unidos é forte e está pressionando contra a permissão de rendimentos em stablecoins, o que pode impedir a aprovação do projeto no Senado. Além disso, sempre existe o risco de que “sobe no boato, cai no fato”. Portanto, investidores devem ficar atentos ao prazo de 1º de março; qualquer atraso pode rapidamente mudar as expectativas de aprovação para abril.
Seguindo em frente
A aposta de Brad Garlinghouse na regulamentação das criptomoedas nos EUA até abril é um sinal de esperança no setor, principalmente com as negociações avançadas na Casa Branca. Se tudo ocorrer conforme o previsto, essa mudança poderá trazer uma nova segurança jurídica, beneficiando empresas como a Ripple. Para os investidores brasileiros, as próximas semanas são importantes, com a necessidade de atenção às datas e à movimentação do mercado.





