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Chinês transferiu R$ 2 milhões em criptomoedas a sequestradores

Um cidadão chinês viveu momentos de terror no último dia 15, quando foi sequestrado e mantido em cárcere privado em um apartamento em Pasay City, nas Filipinas. A situação só não teve um desfecho mais trágico porque um amigo dele decidiu agir ao ser contatado pela vítima, que revelou que seus sequestradores ameaçavam vender seus rins caso não transferisse US$ 1 milhão em criptomoedas.

Na manhã seguinte ao sequestro, o amigo imediatamente procurou a polícia. Ele lembrou: “Ele me disse para ligar para a embaixada e para a polícia. Fui direto à delegacia”. Sua decisão resultou em uma ação rápida da polícia local, que conseguiu resgatar o chinês.

Chegando ao local, os policiais prenderam dois suspeitos, também chineses, enquanto outros dois conseguiram escapar e estão sendo procurados. A situação em si era alarmante; a polícia encontrou diversos itens no apartamento que sugeriam um plano bem articulado de intimidação.

Sequestradores posavam como credores

A vítima contou que um dos sequestradores já tinha acesso ao seu apartamento, possivelmente por um relacionamento prévio. Segundo ele, os agressores alegaram que ele tinha uma dívida de US$ 1 milhão com eles, o que desmentiu categòricamente. “Eu mal os conhecia”, disse, enquanto relembrava os momentos de angústia.

Os criminosos se tornaram ainda mais violentos, exigindo que ele entregasse criptomoedas sob ameaça. Ele descreveu a agressividade do grupo: “Primeiro, eles me agarraram pelas mãos e me levaram para lá”. As autoridades encontraram fitas, facas, algemas e até um cinto que, segundo relatos, era usado para a tortura da vítima.

Os sequestradores, além de pedir pelo dinheiro, começaram a utilizar métodos de intimidação ainda mais chocantes. Eles forçaram a vítima a acessar seu laptop e, em um momento de pura manipulação, ameaçaram usar drogas não identificadas para controlar a situação.

Mesmo após a transferência de aproximadamente US$ 400 mil em criptomoedas, o que equivale a cerca de R$ 2,15 milhões, junto com US$ 14 mil em dinheiro em espécie, os agressores não se mostraram satisfeitos. Continuaram firme nas ameaças, insinuando um destino ainda mais sombrio._

Novas ameaças: tráfico humano

Para piorar a situação, os sequestradores passaram a ameaçar o chinês com tráfico humano e retirada de órgãos. “Eles disseram que iriam me vender, talvez para o Camboja ou onde eles vieram”, contou a vítima, que estava horrorizada com a possibilidade de acabar em uma rede de tráfico humano, algo comum em regiões como Camboja e Laos, onde muitos são forçados a aplicar golpes em outras pessoas.

O Grupo Anti-sequestro das Filipinas informou que um dos homens detidos já tinha um histórico de envolvimento com outros crimes de sequestro para extorsão. Enquanto isso, os acusados negam as alegações e afirmam que estão no país a turismo, insistindo que a vítima realmente possui dívidas com eles.

Essa situação evidencia a gravidade do crime organizado e coloca em destaque a importância de estar atento e cuidar da segurança, principalmente ao lidar com questões financeiras e relacionamentos internacionais.

Rafael Cockell

Administrador, com pós-graduação em Marketing Digital. Cerca de 4 anos de experiência com redação de conteúdos para web.

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