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Dados atuais: o que revelam para o futuro

O Bitcoin (BTC) enfrentou um dos seus piores dias em mais de dez anos nesta semana, e isso afetou todo o mercado de criptomoedas. Na quinta-feira, o valor chegou perto de US$ 60.000, o que equivale a cerca de R$ 350.000. Esse mergulho causou perdas significativas e gerou um clima de incerteza. Embora a moeda tenha recuperado parte do terreno na sexta-feira, alcançando cerca de US$ 71.000, a situação despertou novas preocupações sobre como o mercado de criptomoedas está se comportando em relação às ações de tecnologia.

Aqui no Brasil, a volatilidade foi realmente sentida nas plataformas de negociação, com o preço do Bitcoin oscilando de forma drástica em poucas horas. Essa queda ultrapassou níveis psicológicos importantes em reais, fazendo com que a sensação de medo voltasse a dominar o mercado. Tudo isso reflete uma conexão crescente com o cenário econômico global, especialmente em relação à política monetária e às ações do Tesouro dos EUA, que têm influenciado muito o apetite para investir.

O que está causando essa queda?

Especialistas comentam que o Bitcoin está agindo mais como uma ação de tecnologia, movendo-se em relação a índices como o Nasdaq 100. O crescimento da inteligência artificial tem tornado o investimento em tecnologia mais atrativo, o que, por sua vez, estaria drenando capital de outras áreas, incluindo as criptomoedas. Assim, a percepção de que o brilho das criptomoedas pode estar diminuindo tem se espalhado entre investidores, refletindo em índices como o Crypto Fear and Greed, que apontam um nível alarmante de medo no mercado.

Do ponto de vista técnico, romper a barreira de US$ 73.000 foi um sinal preocupante. Para reverter essa tendência negativa, o Bitcoin precisaria não apenas voltar para esse patamar, mas também se manter acima dele. O nível de US$ 60.000 se tornou uma zona de negociação temporária, mas a pressão dos vendedores ainda é muito forte.

Fluxos institucionais e ETFs em dificuldades

Outro aspecto preocupante são os fundos de investimento institucionais. Nos últimos três dias, os ETFs de Bitcoin sofreram saídas líquidas de aproximadamente US$ 1,25 bilhão. Isso pode ser um sinal de capitulação entre esses investidores, especialmente em momentos de pânico, mesmo que a maioria dos ativos ainda não tenha sido liquidada.

A situação é complicada para os detentores de ETFs. Dados mostram que o preço médio de compra para grandes fundos, como o IBIT da BlackRock, está em torno de US$ 90.000. Como o Bitcoin está muito abaixo desse valor, isso resulta em perdas não realizadas que já somam cerca de US$ 15 bilhões. Fica a dúvida no ar: essas perdas forçarão vendas ainda maiores nos ETFs, especialmente nos de Bitcoin e Ethereum?

Altcoins e empresas de criptomoedas estão em uma situação pior

Enquanto o Bitcoin passa por esses desafios, as altcoins enfrentam quedas ainda mais acentuadas. Moedas como Ether (ETH) e Solana (SOL) viram seus valores despencarem cerca de 25% durante a semana. Análises de comportamento do mercado indicam que os investidores estão se afastando de ativos menores, típico em períodos de aversão ao risco, quando a liquidez tende a secar rapidamente.

Além disso, empresas que têm Bitcoin na sua tesouraria, como a MicroStrategy (MSTR), também estão sofrendo. O valor em queda do Bitcoin pressionou as ações da MSTR, que passaram a ser negociadas com desconto em relação ao valor dos ativos, algo incomum na trajetória recente da empresa.

Para quem investe no Brasil, o cenário pede atenção. É importante observar os níveis de suporte em US$ 60.000 e resistência em US$ 73.000, que equivale a cerca de R$ 425.000. A conexão do Bitcoin com o mercado acionário tradicional mostra que a criptomoeda não está sozinha nessa turbulência. Portanto, a gestão de risco deve estar em primeiro lugar enquanto o mercado continuar tão volátil.

Rafael Cockell

Administrador, com pós-graduação em Marketing Digital. Cerca de 4 anos de experiência com redação de conteúdos para web.

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