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Funcionário de banco admite roubo de US$ 8 milhões de clientes

Um grande escândalo de corrupção deixou a confiança no sistema bancário dos Estados Unidos em baixa. O protagonista da história é Renat Abramov, um ex-gerente do Bank of America no Brooklyn, que admitiu sua culpa em um esquema de lavagem de dinheiro que envolveu impressionantes US$ 8 milhões, cerca de R$ 46 milhões, provenientes de fraudes no sistema de saúde.

De acordo com o Departamento de Justiça dos EUA, esse caso revela como instituições financeiras reguladas podem ser utilizadas por organizações criminosas. Abramov, utilizando sua posição no banco, facilitou a movimentação de recursos públicos que haviam sido saqueados, permitindo que uma organização criminosa internacional convertesse esses valores em criptomoedas para apagar os rastros do dinheiro.

Essa condenação é um marco: é a primeira vez que um funcionário de banco é responsabilizado por participar ativamente da lavagem de dinheiro relacionada a fraudes de saúde. A prisão de Abramov é reflexo da chamada “Operação Gold Rush”, que desmantelou um esquema considerado pelo governo americano como “a maior fraude de saúde da história”.

A organização criminosa, que atuava sob a supervisão de Abramov, conseguiu roubar a identidade de mais de um milhão de americanos, muitos deles idosos e deficientes. Juntos, eles apresentaram solicitações fraudulentas ao Medicare que ultrapassavam os US$ 10 bilhões.

Com dupla cidadania, dos Estados Unidos e do Azerbaijão, Abramov agora enfrenta uma pena de até 20 anos de prisão. A decisão sobre sua condenação final está agendada para 20 de abril de 2026.

Esse caso levanta alertas sobre o sistema bancário tradicional, que continua sendo um canal pelo qual o dinheiro sujo entra de forma aparentemente legítima. As criptomoedas, por sua vez, aparecem como ferramentas secundárias nesse complexo ecossistema de crime financeiro.

Como o crime organizado manipula o sistema bancário para encobrir suas atividades

Quando os valores ilícitos eram depositados no banco com a ajuda de Abramov, a organização criminosa agia rapidamente.

A confissão dele revela que, após os depósitos, os membros da organização realizavam transferências para contas offshore, para então converter o dinheiro em criptomoedas. Esse movimento é uma estratégia elaborada para dificultar o bloqueio e o confisco dos valores pelas autoridades.

A investigação do FBI ilustra como esses crimes estão profundamente enraizados em instituições bancárias, mostrando que até mesmo os bancos mais respeitados não estão imunes a essa infiltração.

Rafael Cockell

Administrador, com pós-graduação em Marketing Digital. Cerca de 4 anos de experiência com redação de conteúdos para web.

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