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Futureswap tem prejuízo de US$ 400 mil e gera alerta na Arbitrum

A Futureswap, um protocolo que opera com derivativos na Arbitrum, teve um prejuízo de cerca de US$ 400 mil devido a um ataque que explorou falhas em seus contratos inteligentes. Esse incidente acontece em um momento em que os investidores estão mais cautelosos, evitando protocolos menores após recentes perdas no setor DeFi. Esse não é um ocorrido isolado, já que outros exploits na Arbitrum têm levantado preocupações sobre a segurança dos sistemas em Layer 2.

Apesar do token ARB, que representa o ecossistema Arbitrum, não ter sofrido uma queda brusca logo após o ataque, o clima no mercado continua tenso. Nos últimos sete dias, o ARB caiu 6,2%, sendo negociado a US$ 1,18. O volume diário desse ativo também caiu 14%, mostrando que os traders estão demonstrando menos interesse nesse cenário arriscado.

Esse ataque à Futureswap acontece em um contexto em que os protocolos DeFi estão sob maior vigilância, especialmente após alguns incidentes significativos em 2025 que resultaram em perdas de milhões de dólares em plataformas bem conhecidas.

O que aconteceu com a Futureswap?

A Futureswap é uma exchange descentralizada de futuros perpétuos na Arbitrum. Recentemente, um endereço suspeito conseguiu explorar uma vulnerabilidade do sistema, retirando aproximadamente US$ 400 mil em liquidez.

Esse tipo de ataque geralmente envolve a manipulação de preços, que pode ser feito através de roubos de criptomoedas combinados com flash loans — que são empréstimos instantâneos que permitem ao atacante aumentar seu poder financeiro sem ter capital inicial. Para quem está investindo no Brasil, isso é particularmente relevante, já que protocolos menores costumam oferecer APYs (Anual Percentage Yields) mais altos, mas também trazem riscos de segurança que podem ser desproporcionais.

Essa não é a primeira vez que a Futureswap enfrenta problemas. Em dezembro de 2025, já havia havido atividade suspeita relacionada à manipulação de sua governança.

Exploit reforça risco sistêmico na Arbitrum

O ataque à Futureswap faz parte de uma tendência crescente. Nos últimos meses, a Arbitrum registrou grandes exploits, como o hack de US$ 40 milhões na GMX V1 e uma perda de US$ 4,75 milhões na Delta Prime.

Essas situações impactam diretamente o Total Value Locked (TVL) dos protocolos. Após o ataque, outros protocolos já viram quedas superiores a 50% em seus TVLs em questão de dias. No caso da KyberSwap, essa retração chegou a 91%.

Para aqueles que investem em protocolos DeFi, esse dado é importante: um TVL menor reduz a liquidez, aumenta o slippage e torna o protocolo menos atraente para os traders mais ativos.

Existe exagero no medo do mercado?

Por outro lado, é importante lembrar que a Arbitrum ainda se destaca como uma das maiores Layer 2 do Ethereum, com mais de US$ 2,3 bilhões em TVL total. Muitos grandes players continuam suas operações normalmente, e o ecossistema DeFi institucional permanece funcionando.

Vale ressaltar que nem todo ataque significa uma falha estrutural na rede. Normalmente, os problemas estão relacionados a contratos específicos que não foram bem auditados. Para os investidores, isso significa que é essencial diferenciar o risco do protocolo do risco da blockchain em si.

O incidente na Futureswap enfatiza um ponto crucial: o retorno no DeFi está diretamente ligado a riscos técnicos. Em tempos de maior seletividade, aspectos como auditorias, histórico de exploits e a concentração de liquidez devem ser considerados com mais atenção do que os APYs elevados que podem parecer atraentes a curto prazo.

Rafael Cockell

Administrador, com pós-graduação em Marketing Digital. Cerca de 4 anos de experiência com redação de conteúdos para web.

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