Gastos com cartões de criptomoedas alcançam US$ 18 bilhões anuais
Um relatório recém-divulgado pela Artemis traz novidades bem interessantes sobre os cartões de criptomoedas. Em apenas um ano, o volume gasto desses cartões passou de US$ 230 milhões mensais no início de 2023 para incríveis US$ 1,5 bilhão no final de 2025. Isso equivale a um crescimento absurdo de 106% ao ano.
O estudo ainda revela uma disputa acirrada entre as gigantes Visa e Mastercard, cada uma contando com mais de 130 parcerias. Porém, a Visa leva a melhor quando o assunto é volume de gastos, mostrando que está à frente nesse jogo.
Entre as criptomoedas mais usadas, as stablecoins se destacam, representando 96% dos depósitos. Na Índia e na Argentina, o USDC e o USDT (moeda da Tether) estão quase empatados, mas a Tether reina em muitos outros países, incluindo o Brasil.
Mercado de cartões cripto aparece em forte ascensão
Enquanto a atividade on-chain, como no caso do Bitcoin e outras criptomoedas principais, caiu no último ano, os cartões de criptomoedas parecem estar se tornando uma alternativa viável. Especialistas acreditam que essa movimentação pode ser impulsionada pela chegada dos ETFs.
Os dados revelados pela Artemis mostram uma verdadeira explosão nos pagamentos via cartões cripto, que conseguiram alcançar US$ 1,5 bilhão em agosto de 2025, quase empatando com as transações P2P. A estimativa anualizada já supera US$ 18 bilhões, o que coloca as transações de stablecoins em um crescimento bem mais lento de apenas 5% durante o mesmo período.
Visa e Mastercard disputam setor
Um olhar detalhado dos números afirma que a Visa e a Mastercard dominam 70% do mercado de cartões em geral, mas em se tratando de cartões de criptomoedas, esse número sobe para quase 100%. Ambas estão equilibradas no número de parcerias; no entanto, a Visa se sobressai quando o tema é volume de gastos.
O que explica essa diferença é a abordagem das duas empresas. Enquanto a Visa se concentra mais em conectar-se com empresas emergentes, como Rain e Reap, a Mastercard aposta em parcerias com grandes exchanges, como Revolut e Bybit. Essas escolhas estratégicas explicam a dominância da Visa, que interfere de maneira mais eficaz na camada de infraestrutura.
Tether domina mercado global, mas Circle compete em determinados países
A Tether continua a ser a líder no mercado global de stablecoins, e isso se reflete também no uso de cartões cripto. Embora a Circle tenha números expressivos na Índia (47,4%) e na Argentina (46,6%) com seu USDC, a Tether se destaca na maioria dos outros países, incluindo o Brasil.
Além disso, a Ether.fi também faz barulho por aqui, superando até mesmo os Estados Unidos em presença de mercado. Outro player importante é a Kast, que apresenta uma distribuição equilibrada entre Brasil, Nigéria, Arábia Saudita e outros países.
O relatório ressalta como essas fintechs, especialmente nas regiões da América Latina e Sudeste Asiático, tratam os cartões atrelados a cripto como uma infraestrutura essencial para acesso a dólares digitais. Isso se torna ainda mais claro em cenários de inflação e restrições cambiais, onde os cartões vinculados a stablecoins representam uma solução estruturante.
Esses cartões permitem que as pessoas mantenham suas economias em ativos estáveis, contornando as limitações de sistemas financeiros locais que podem ser instáveis.
Por fim, o documento também traz informações sobre os diferentes fluxos de transações e outros detalhes técnicos que podem impactar ainda mais esse mercado em crescimento.





