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Havaí avisa sobre aumento de fraudes com criptomoedas nas redes sociais

Recentemente, o Departamento de Comércio e Assuntos do Consumidor (DCCA) do Havaí soltou um alerta importante sobre o crescimento de fraudes envolvendo criptomoedas, especialmente nas redes sociais da empresa Meta. Esse tipo de golpe tem se tornado cada vez mais comum, com criminosos mirando em usuários menos experientes.

Esses golpistas contam com táticas bem elaboradas para atraírem pessoas em busca de lucros irrealistas. Mana Moriarty, a diretora do DCCA, pede para que todos mantenham a cautela ao se deparar com ofertas que prometem lucros garantidos na internet. Além disso, ela destaca que muitos desses conteúdos fraudulentos utilizam vídeos manipulados por inteligência artificial, o que aumenta a credibilidade e atrai ainda mais os investidores.

O problema é que essas fraudes estão se tornando cada vez mais sofisticadas. Elas têm o objetivo de roubar as economias das famílias por meio de anúncios caprichados que tipicamente levam as vítimas para fóruns fechados no WhatsApp ou Telegram. Os golpistas conseguem operar longe dos mecanismos de segurança, promovendo compras coordenadas de ativos com preços baixos.

Imagens de pessoas famosas servem como isca financeira

Um dos métodos que os golpistas usam envolve vídeos de pessoas famosas sem qualquer autorização. Eles se aproveitam de nomes conhecidos da televisão americana para dar uma sensação de segurança aos curiosos. Isso atrai investidores inexperientes que acabam depositando quantias altas nas contas indicadas pelos fraudadores.

Muitas vezes, surgem corretoras de criptomoedas falsas e plataformas de investimento que chamam a atenção das vítimas. Assim, o dinheiro delas acaba indo diretamente para as carteiras dos golpistas, que desaparecem antes que qualquer sinal de alerta surja. Afinal, é raro que uma celebridade de verdade compartilhe dicas financeiras desse tipo de forma tão informal.

Táticas de confiança esvaziam contas correntes

Uma outra abordagem dos golpistas busca construir laços emocionais com as vítimas, estabelecendo uma relação mais próxima. O “analista” fraudulento orienta os clientes a utilizarem plataformas de negociação clonadas, simulando lucros exorbitantes em pouco tempo. No começo, o sistema liberam pequenos saques, o que dá uma falsa impressão de que tudo está funcionando corretamente.

O golpe real acontece quando a pessoa tenta sacar o valor principal congelado no aplicativo. O suporte, que também é falso, exige o pagamento de tarifas inventadas e impostos para liberar o saldo. Neste momento, muitas vítimas acabam caindo na armadilha, pagando as taxas e, logo depois, constatam que o golpista desapareceu com todo o dinheiro.

Defesa exige atenção aos sinais de perigo na navegação

Diante disso, é essencial que todos fiquem atentos. Qualquer pressão para enviar dinheiro rapidamente deve levantar um sinal vermelho. O DCCA aconselha a pesquisar sobre a corretora nos registros oficiais, antes de fazer qualquer investimento. É fundamental manter senhas e dados bancários em total sigilo durante as conversas online.

Cuidado também com pedidos para transferências em caixas eletrônicos de criptomoedas. Essas transações são irreversíveis, e o saldo se torna quase rastreável pelas autoridades. Além disso, é importante desconfiar de quem promete milagres para reaver dinheiro perdido, pois esses indivíduos costumam estar ligados a esquemas de extorsão semelhantes.

Rafael Cockell

Administrador, com pós-graduação em Marketing Digital. Cerca de 4 anos de experiência com redação de conteúdos para web.

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