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Méliuz registra aumento de lucros com 604 Bitcoins em 2025

A Méliuz, uma empresa brasileira de tecnologia financeira, acaba de apresentar seus resultados financeiros do quarto trimestre de 2025, firmando-se como a primeira “Bitcoin Treasury Company” do Brasil e da América Latina.

Na quinta-feira, Diego Kolling, responsável pela Estratégia Bitcoin, e Mason Foard, Diretor de Estratégia de Bitcoin, compartilharam os números animadores nas redes sociais. Com uma base de 50 milhões de usuários e nenhuma dívida, a empresa demonstrou como é possível crescer e, ao mesmo tempo, acumular um ativo digital sólido como o Bitcoin.

Crescimento e eficiência no trimestre

No que diz respeito ao desempenho financeiro, a Méliuz mostrou que está no caminho certo. Encerraram o quarto trimestre de 2025 com uma Receita Líquida de R$ 138,3 milhões, um aumento importante de 32% em comparação com o mesmo período do ano passado.

A eficiência dessa operação ficou clara. O EBITDA, que é o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização, alcançou R$ 34,6 milhões, um crescimento de 64% em relação ao ano anterior. A margem EBITDA subiu para 25%, complementada por uma geração de caixa de R$ 21,8 milhões apenas neste último trimestre.

E os números do ano também são impressionantes. A receita total chegou a R$ 460,2 milhões (alta de 26%) e o EBITDA anual foi de R$ 92,9 milhões, com um crescimento de 72% em relação a 2024. O lucro líquido ajustado do ano totalizou R$ 54,6 milhões, cerca de US$ 10,4 milhões.

Impacto da tesouraria em Bitcoin

Além de um forte desempenho operacional, a Méliuz conseguiu resultados incríveis com sua estratégia de bitcoins. A empresa possui 604,7 BTC em seu caixa corporativo. Segundo Mason Foard, o primeiro ano dessa abordagem rendeu um retorno estrondoso, com um Bitcoin Yield de 953%.

A valorização e gestão do Bitcoin geraram um ganho de 435,8 BTC, que representa aproximadamente US$ 38,2 milhões. Com isso, o valor patrimonial líquido das reservas em Bitcoin da empresa saltou para mais de US$ 53 milhões.

Estratégia de recompra de ações

Outro ponto interessante na estratégia da Méliuz é a decisão de focar na recompra de suas próprias ações no mercado, ao invés de comprar mais bitcoins diretamente. Os diretores explicaram que isso ocorreu porque as ações estavam sendo negociadas a um valor abaixo do esperado, a cerca de 0,50x o EBITDA.

Assim, essa recompra se tornou a opção mais acessível e eficiente para aumentar a quantidade de Bitcoin por ação para os investidores. Na prática, cada recompra funcionou como uma compra indireta de mais Bitcoin a um preço vantajoso, somado ao crescimento contínuo do negócio.

Essa abordagem levou a um aumento significativo na métrica da empresa para 552,4 satoshis por ação e gerou um rendimento em Bitcoin de 3,2% apenas no quarto trimestre. Até fevereiro de 2026, o programa de recompra estava com 54,6% concluído, e o rendimento acumulado já chegava a 4,38%.

A combinação de um negócio lucrativo, a ausência de dívidas e um fluxo de caixa positivo está elevando a quantidade de Bitcoin por ação de forma consistente.

Rafael Cockell

Administrador, com pós-graduação em Marketing Digital. Cerca de 4 anos de experiência com redação de conteúdos para web.

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