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Ministério Público apreende R$ 6,5 milhões em criptomoedas em SP

O Ministério Público de São Paulo (MPSP) fez um balanço do seu trabalho no combate ao crime organizado e revelou números impressionantes. No último ano, foram apreendidos R$ 6,5 milhões em criptomoedas em várias operações feitas pelas autoridades. Esse valor faz parte de um total de R$ 290 milhões bloqueados em contas bancárias, contando com o apoio da justiça.

Além disso, o MPSP destacou que outros R$ 83 milhões ficaram sob apreensão, sendo R$ 45 bilhões apenas em produtos financeiros, como ações e títulos públicos. Isso mostra como o crime organizado está cada vez mais gostando de usar instrumentos regulados para esconder seu dinheiro. Em um vídeo divulgado, a instituição afirmou: “A conta para o crime ficou alta: 50 milhões via Acordo de Não Persecução Penal (ANPP), 43 milhões em colaborações, e um recorde de mais de R$ 1,678 bilhão perdidos em condenações.”

O MPSP está otimista e, para intensificar a luta contra a criminalidade, tem feito uma operação a cada dois dias para desmantelar rotas de lavagem de dinheiro. No entanto, mesmo com esses avanços, o uso de criptomoedas ainda representa uma fração do dinheiro movimentado pelo crime, que se apoia mais em bancos e transações em dinheiro.

Como funciona o confisco de criptomoedas no Brasil?

As corretoras e demais plataformas financeiras estão ajudando a justiça a reter saldos ilícitos das quadrilhas. Essa movimentação visa barrar a fuga de dinheiro para paraísos fiscais e outras jurisdições complicadas. O confisco desses valores demonstra a habilidade dos promotores estaduais em lidar com crimes cibernéticos, especialmente após vários treinamentos voltados para essa área.

Nos últimos anos, as ferramentas de análise para identificar transações em redes descentralizadas evoluíram bastante. Em São Paulo, os promotores estão na vanguarda da utilização de softwares de rastreamento para combater a criminalidade com eficiência.

Condenações e prisões em destaque

As ações realizadas resultaram na prisão de 691 pessoas sob diversas acusações ao longo de um ano. As operações também resultaram na apreensão de 457 armas de fogo, retirando um grande número de armas perigosas das ruas.

As sanções aplicadas pela justiça estadual foram severas, com multas e devoluções que chegaram a patamares recordes. Os tribunais determinaram a perda de R$ 1,678 bilhão em condenações definitivas contra membros de facções criminosas. Além disso, do total recuperado, R$ 50 milhões vieram por meio do Acordo de Não Persecução Penal, e R$ 43 milhões retornaram aos cofres públicos através de delações premiadas de investigados.

Esses números revelam um esforço significativo do MPSP em combater o crime organizado e recuperar ativos que, de alguma forma, foram obtidos de forma ilícita.

Rafael Cockell

Administrador, com pós-graduação em Marketing Digital. Cerca de 4 anos de experiência com redação de conteúdos para web.

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