Notícias

MLS e Polymarket firmam parceria para testar mercados de previsão

A Major League Soccer (MLS) acaba de firmar uma parceria bem interessante com a Polymarket, e a ideia é engajar os fãs por meio de mercados de previsão que utilizam criptomoedas. Isso acontece em um momento em que o Bitcoin está oscilando entre US$ 87.944 e US$ 93.000, mas com uma força compradora que parece estar um pouco contida. Essa aliança mostra que a adoção de criptomoedas vai além do mundo das finanças, especialmente após ver um aumento significativo no uso desses mercados durante as eleições nos EUA em 2024.

Entendendo a parceria entre MLS e Polymarket

Com essa parceria, os aficionados pela MLS poderão fazer previsões sobre resultados de jogos, desempenhos de jogadores e até eventos da temporada. A Polymarket, uma plataforma que já é referência nesse setor, utiliza contratos on-chain na rede Polygon. Para entender, os mercados de previsão funcionam como casas de apostas descentralizadas: o valor dos contratos reflete a probabilidade real de um evento acontecer, ou seja, a opinião coletiva dos apostadores se transforma em um sinal do que o mercado acredita.

É interessante notar que, antes desse anúncio, a Polymarket já tinha cerca de US$ 100 milhões bloqueados em sua plataforma. O uso do Polygon é um ponto positivo até para os investidores aqui no Brasil, pois ajuda a reduzir as taxas de transação, algo fundamental, especialmente quando falamos de quantias menores em reais, em comparação com blockchains que costumam ser mais caras.

O impacto das parcerias esportivas nos mercados de previsão

A adesão de uma liga esportiva tão renomada como a MLS coloca os mercados de previsão em uma nova dimensão de exposição. Essa tendência já foi vista antes com o crescimento dos NFTs esportivos. Desde 2025, os volumes em DeFi social, uma categoria que inclui esses mercados de previsão, cresceram cerca de 300%. Isso fez com que as plataformas do setor superassem concorrentes, como Augur e Gnosis, em termos de liquidez e número de usuários ativos.

Para os traders, essa maior adoção é ótima. Com mais pessoas utilizando esses mercados, a liquidez aumenta e a eficiência de preços melhora, resultando em spreads menores. Isso abre a porta para oportunidades de arbitragem, tanto entre mercados cripto quanto plataformas tradicionais. Existem muitas pessoas interessadas em apostas esportivas no Brasil, e essa integração com criptomoedas pode trazer novos usuários para o ecossistema.

Riscos para investidores e usuários

Por mais que as coisas estejam avançando, ainda existem alguns riscos em jogo, especialmente questões regulatórias. Isso se torna mais evidente em um cenário fora do ambiente político que, em 2024, aumentou consideravelmente o volume de transações. Existem plataformas, como a Kalshi, que focam em mercados regulados em dólar, competindo diretamente com os modelos descentralizados da Polymarket. Isso pode trazer pressão sobre margens e sobre a participação no mercado.

Além disso, o desempenho do mercado de cripto como um todo continua sendo coisa importante. O Bitcoin está abaixo das médias móveis de 50 dias e enfrenta resistência em torno dos US$ 93.000. Um movimento de aversão ao risco pode acabar reduzindo a atividade especulativa em mercados de previsão. Para quem investe no Brasil, prestar atenção nas taxas de gás do Polygon e em possíveis restrições regulatórias é crucial.

A parceria entre a MLS e a Polymarket, por si só, não vai mudar os preços no curto prazo. No entanto, ela representa um passo na direção de uma expansão dos mercados de previsão, que estão se aventurando além da política. Se a adesão nesse meio esportivo continuar crescendo, podemos estar diante de uma nova forma de atrair usuários para o universo cripto no Brasil, desde que os riscos regulatórios e de mercado sejam bem supervisionados.

Rafael Cockell

Administrador, com pós-graduação em Marketing Digital. Cerca de 4 anos de experiência com redação de conteúdos para web.

Artigos relacionados

Botão Voltar ao topo