Operação Mirage bloqueia carteiras de criptomoedas no Brasil
Na manhã desta quarta-feira, a Polícia Civil do Rio Grande do Sul lançou a Operação Mirage, com o objetivo de desmantelar um esquema de fraudes eletrônicas e uma organização criminosa. Na ação, foram cumpridos 125 mandados judiciais contra suspeitos envolvidos.
Essas investigações foram conduzidas pela Delegacia de Polícia de Investigações Cibernéticas Especiais, que faz parte do Departamento Estadual de Repressão aos Crimes Cibernéticos. Eles encontraram informações que embasaram a operação.
De acordo com as informações divulgadas, foram cumpridos mandados de prisão preventiva, bloqueio de contas bancárias e sequestro de veículos. Além disso, as autoridades também bloquearam carteiras de criptoativos e apreenderam uma grande quantidade de chips de telefonia, celulares, computadores e veículos de luxo.
Mas como exatamente ocorreu o bloqueio das carteiras de criptomoedas ainda é um mistério. É importante notar que, em situações como essa, é comum que os suspeitos possuam contas em corretoras de criptomoedas. Essas corretoras têm a capacidade de bloquear saldos de forma mais rápida do que as carteiras convencionais.
O que não foi esclarecido até o momento é se foram encontrados valores em criptomoedas nos mandados de prisão preventiva contra os principais suspeitos da Operação Mirage.
Anúncios enganadores nas redes sociais atraíam vítimas para golpes financeiros
A fraude identificada pela polícia revela que as vítimas eram atraídas por anúncios patrocinados nas redes sociais, prometendo lucros elevados no mercado de ações. Uma das vítimas, por exemplo, perdeu R$ 4 milhões em um golpe.
Os golpistas criavam grupos fechados, onde compartilhavam informações falsas sobre investimentos. Muitas vezes, as vítimas eram levadas a investir em uma plataforma de criptomoedas falsa, que acabava por roubar todo o saldo que tinham.
Segundo a delegada Isadora Galian, pelo menos 40 pessoas caíram nesse golpe, que é parte de um esquema criminoso ainda mais amplo. As polícias de São Paulo e Goiás também participaram da operação.
Galian explicou que o dinheiro das vítimas era transferido via PIX para contas de empresas e, em seguida, supostamente convertido em criptoativos na plataforma deles. Os golpistas inflacionavam os saldos e lucros de forma artificial para incentivar novos investimentos. Após um período de lucros fictícios, as vítimas experimentavam perdas súbitas, sempre justificadas como erros operacionais.
Atenção às promessas de lucro fácil
A delegada Galian fez um alerta importante para possíveis vítimas: é preciso ter muito cuidado com promessas de alta rentabilidade em produtos financeiros. Um grande sinal de possível fraude é quando uma oferta promete lucros extraordinários de forma rápida.
Ela enfatizou que antes de qualquer investimento, é fundamental checar se a empresa está registrada em órgãos reguladores, como a CVM e o Banco Central. Essa é uma etapa essencial para evitar cair em golpes, especialmente em um mercado tão volátil quanto o das criptomoedas.





