Ouro e prata alcançam recordes, mas Bitcoin supera resistência de 4 anos
Apesar do mercado tradicional estar em festa com os preços recordes do ouro a US$ 5.100 e da prata a US$ 115 por onça, tem quem acredite que o grande movimento ainda está por vir no mundo do Bitcoin. O professor brasileiro Renato 38, carinhosamente conhecido como Trezoitão, trouxe uma análise interessante sobre isso.
Ele destacou que, mesmo com todo o brilho dos metais preciosos, o Bitcoin (BTC) acabou de superar uma barreira técnica importante, a média móvel de 200 semanas, precificada em ouro. Esse é um marco que aconteceu apenas três vezes na história, e costuma ser um bom indicativo de que um ciclo de valorização do Bitcoin em relação aos metais está começando.
Crescimento do Bitcoin em comparação aos metais
Os dados de mercado mostram que, nos últimos 16 anos, o Bitcoin teve um desempenho superior ao dos metais em 11 ocasiões. Olhando para a valorização, a prata cresceu 5,43% ao ano e o ouro 6,47% desde 1978. No entanto, essas taxas mal conseguem acompanhar a expansão da base monetária, perdendo para índices como o S&P 500 e Nasdaq.
Para colocar em perspectiva, para o Bitcoin alcançar o valor de mercado do ouro hoje, ele precisaria multiplicar seu preço por mais de 20 vezes. Isso revela um potencial imenso de crescimento, considerando sua escassez, que é diferente da escassez física do ouro, que pode ser minerado.
Cenário econômico e as expectativas para o Bitcoin
Agora, falando do cenário macroeconômico, Trezoitão aponta que existe uma grande expectativa de uma possível paralisação do governo nos Estados Unidos, com o Polymarket estimando em 77% essa chance para janeiro. Além disso, há preocupações com guerras comerciais na Europa, o que fez os bancos centrais começarem a vender títulos do Tesouro americano para investir em ouro.
Nesse contexto, há uma análise que sugere que os EUA podem tomar uma atitude interessante: permitir um aumento das stablecoins (dinheiro digital) para captar a demanda que vem com a venda de títulos. Outra jogada seria vender uma parte de suas reservas de ouro para comprar Bitcoin. Isso poderia catapultar o Bitcoin, fazendo os EUA se beneficiaram de lucros que outros países, como a China e a Rússia, já conseguiram acumulando ouro.
Mudanças no mercado de metais preciosos
A análise conclui que essa manobra poderia “obliterar” aqueles que apostaram somente em ouro e prata. Além disso, um ponto importante a se considerar é que, enquanto o Bitcoin é registrado e auditável em tempo real na blockchain, o ouro e a prata enfrentam desafios com a venda de certificados de papel que não representam um lastro físico real.
Essa reflexão sobre o futuro do mercado de metais é fundamental. O clima de instabilidade e mudança traz à tona a questão sobre como os investidores devem diversificar seu portfólio em tempos em que o Bitcoin se destaca como uma alternativa viável.





