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Polkadot expande smart contracts para atrair desenvolvedores do Ethereum

A Polkadot acaba de anunciar um upgrade importante no seu protocolo, que vai facilitar a criação de smart contracts e atrair desenvolvedores do Ethereum. Com isso, a Polkadot tenta reacender sua competitividade no mercado. Na última terça-feira, o DOT estava sendo negociado a US$ 6,60, cerca de R$ 35, com uma queda de 1,8% nas últimas 24 horas e de 5% na última semana. Enquanto isso, o Bitcoin continuava estável, girando em torno de R$ 623 mil.

Apesar dessa leve queda nos preços, o volume diário de negociação do DOT chegou a US$ 250 milhões, o que mostra que ainda existe interesse no ativo. Para quem investe aqui no Brasil, o que fica claro é que essa atualização tem mais a ver com a competição por desenvolvedores do que com um impacto direto no preço a curto prazo.

O que muda com os novos smart contracts da Polkadot?

Com essa atualização, fica muito mais fácil para os desenvolvedores criarem aplicações descentralizadas dentro do ecossistema da Polkadot. Isso reduz as barreiras técnicas, especialmente para quem já trabalha no Ethereum. Desde 2020, a rede já lançou mais de 50 parachains, permitindo uma escalabilidade que o modelo monolítico do Ethereum ainda não alcançou.

Os smart contracts são essenciais porque concentram grande parte da atividade econômica que acontece por meio de DeFi, NFTs, e outras infraestruturas on-chain. Atualmente, o Total Value Locked (TVL) da Polkadot é de US$ 1,2 bilhão, o que representa uma queda de 15% ao longo do ano. Isso fica muito abaixo dos impressionantes US$ 45 bilhões do Ethereum, o que ajuda a entender o foco agressivo da Polkadot em atrair novos desenvolvedores.

Polkadot tenta retomar espaço no cenário competitivo

O DOT possui um market cap de aproximadamente US$ 6,5 bilhões, ficando na 15ª posição entre as criptomoedas mais valiosas. Ele está atrás de concorrentes como a Avalanche, que vale cerca de US$ 12 bilhões, e à frente do Cosmos, que está em torno de US$ 3 bilhões. A oferta do DOT continua concentrada: os 100 maiores endereços acumulam cerca de 10% do total em circulação, e não houve mudanças significativas nos últimos sete dias.

Analisando o gráfico diário, o DOT permanece abaixo da média móvel de 50 dias, em US$ 6,90, enquanto o índice de força relativa (RSI) está em 42, o que indica que o ativo não está sobrecomprado. O primeiro suporte está em US$ 6,30; perder esse nível poderia abrir espaço para uma queda até US$ 5,80. Para que o ativo retome a trajetória de alta, precisa romper a resistência em US$ 7,20 com um volume considerável.

Quais são os riscos dessa estratégia?

O principal risco nessa jogada é a inércia do ecossistema Ethereum, que ainda é o grande líder de mercado e continua avançando com suas atualizações e soluções de Layer 2. Redes como Arbitrum e Optimism estão oferecendo compatibilidade praticamente total com o Ethereum Virtual Machine (EVM), o que diminui o apelo de migração para novas plataformas.

Além disso, a atividade dentro da rede ainda não disparou com o anúncio do upgrade; não houve um aumento significativo no número de contratos ou no TVL. Para os traders brasileiros, isso reforça uma abordagem mais cautelosa a curto prazo, dando prioridade à gestão de riscos e à observação da dinâmica do Bitcoin em relação ao par BTC/BRL.

Esse upgrade pode ser um passo importante para a Polkadot no longo prazo, mas o mercado exige resultados práticos. Sem um crescimento real na adoção e uso dos novos recursos, o DOT tende a flutuar, acompanhando o clima macroeconômico e as movimentações entre altcoins nos próximos meses.

Rafael Cockell

Administrador, com pós-graduação em Marketing Digital. Cerca de 4 anos de experiência com redação de conteúdos para web.

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