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Renato Trezoitão afirma que bitcoin já teve mais concentração

O mercado de criptomoedas está sempre em pauta, e um dos debates quentes é sobre a centralização do Bitcoin. Há quem acredite que grandes corporações e bilionários estão dominando a rede, mas para o professor e entusiasta Renato Amoedo Trezoitão, essa visão é bem diferente. Ele acredita que a descentralização atual do Bitcoin é sólida e que, na verdade, o passado da moeda digital era muito mais concentrado.

Em um programa recente no canal Rotina do Trezoitão, ele compartilhou suas ideias sobre o assunto. Durante o quadro “Trezoitão Responde”, Renato leu uma carta de um internauta que questionava sua motivação para vender cursos sobre criptomoeda e insinuava que ele estava contribuindo para um monopólio corporativo.

Mito da centralização e o “Elefante” Satoshi

Quando perguntado sobre o risco do Bitcoin se tornar um “mercado ultra nichado”, Trezoitão foi direto ao ponto e convidou os espectadores a olharem para a história do ativo. Ele destacou que Satoshi Nakamoto, o criador do Bitcoin, tinha em mãos 1 milhão de bitcoins no início. Para ele, a situação atual é o oposto da concentração.

Ele explicou que, com a mineração e a constante chegada de novos investidores, o poder das grandes “baleias” do Bitcoin vai se dispersando cada vez mais. Renatão reforçou que o Bitcoin está se tornando mais descentralizado em termos de número de nós na rede, de empresas envolvidas e no número de detentores.

O professor também comentou sobre a MicroStrategy, que tem acumulado bitcoins. Para ele, alegar que isso significa centralização é um erro, já que a empresa tem milhares de acionistas pelo mundo. No entanto, ele fez uma previsão ousada: acredita que os bitcoins de Michael Saylor, o CEO da MicroStrategy, poderão ser alvo de desapropriação pelo governo dos EUA, transformando Saylor, de certa forma, em um “herói” no processo.

Venda de cursos: “Mercantilizando o milagre?”

O internauta ainda questionou se Trezoitão seria um “mercador da fé” ao vender cursos sobre Bitcoin, sugerindo que seria mais vantajoso usar o dinheiro do curso para comprar diretamente a moeda. A resposta de Renato foi centrada na segurança. Ele alertou que, ao investir em Bitcoin sem entender sobre autocustódia, a pessoa corre o risco de perder tudo, seja R$ 400, R$ 4.000 ou até mais.

Trezoitão argumentou que investir em conhecimento técnico é uma habilidade valiosa, que pode abrir portas para oferecer serviços e até monetizar essa expertise. Ele enfatizou que, para quem tem um orçamento limitado, é mais importante desenvolver uma rede de contatos e adquirir educação, algo que pode ser utilizado por toda a vida.

Além disso, o professor, que atualmente vive no Paraguai, reafirmou sua confiança na evolução da rede descentralizada e na redução da concentração em poucos endereços ao longo do tempo.

Rafael Cockell

Administrador, com pós-graduação em Marketing Digital. Cerca de 4 anos de experiência com redação de conteúdos para web.

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