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Renato Trezoitão comenta nova regra de criptomoedas no Paraguai

A recente mudança do governo paraguaio, que agora exige um reporte detalhado de todas as operações com criptomoedas, surpreendeu muitos brasileiros que decidiram transferir suas residências fiscais para o vizinho. A nova regra trouxe à tona preocupações, especialmente para quem vê nas criptos uma forma de proteção financeira.

Renato Amoedo, conhecido como “Trezoitão”, um defensor do Bitcoin que vive no Paraguai, falou sobre isso recentemente. Em sua análise, ele tentou tranquilizar seus seguidores e esclarecer as alternativas legais para manter a privacidade financeira. Para ele, essa mudança na legislação apresenta tanto desafios quanto oportunidades.

De acordo com Trezoitão, o intuito do governo paraguaio não parecia ser confiscar ou taxar os ativos digitais, mas sim monitorar o fluxo de capital no país. Ele acredita que essa regulamentação pode, na verdade, empurrar os investidores a buscar estruturas financeiras mais organizadas e globalizadas.

Teoria das Bandeiras e Proteção Patrimonial

Uma das sugestões de Trezoitão para evitar que seu patrimônio pessoal fique exposto ao fisco paraguaio é abrir uma empresa fora do país. Essa estratégia implica registrar todas as criptomoedas sob a nova Pessoa Jurídica (PJ), que ficaria incorporada fora do Paraguai. Assim, as operações de compra, venda ou locação de ativos ficariam fora do foco do governo local.

No entanto, ele alerta que essa proteção não é barata — manter uma estrutura corporativa fora do Brasil pode custar em torno de 500 mil anualmente. Apesar disso, o professor vê um lado positivo nessa situação, alinhando-se à “Teoria das Bandeiras”. Essa abordagem defende que uma pessoa não deve concentrar seu patrimônio, sua renda e sua cidadania sob a jurisdição de um único Estado.

Para Trezoitão, a nova posição do Paraguai força os investidores a se protegerem ainda mais. Ele aponta que essa estruturação financeira pode até facilitar a relação com bancos no país, pois cria um histórico comprovável da origem dos bens.

Segurança Física e a Necessidade de Vigilância

Apesar de considerar que o Paraguai está mais interessado em coletar informações do que em taxar, Trezoitão ressaltou que é preciso ser cauteloso. O cenário pode mudar rapidamente, e o investidor deve estar preparado para se adaptar — mudar de país, se necessário. “É um negócio, não é um casamento”, ele enfatizou.

Além disso, o professor fez um alerta importante sobre a exposição pública do patrimônio. Ele mencionou casos recentes de violência contra detentores de criptomoedas, como o que ocorreu em Paris. Para ele, essa é uma chamada para a autocustódia e para a importância da privacidade nas finanças.

Trezoitão também alertou que se alinhar a governos ou candidatos que não respeitam a liberdade financeira pode colocar em risco a segurança pessoal e de suas famílias. Sua análise completa está disponível em seu canal no YouTube, onde compartilha suas ideias e reflexões sobre o universo das criptomoedas.

Por fim, vale lembrar que no próximo mês de abril, Trezoitão irá promover um evento no Paraguai chamado “Missão Bitcoin”, que contará com seguidores e entusiastas da criptomoeda. Será mais uma oportunidade para debater sobre o futuro e as oportunidades do setor.

Rafael Cockell

Administrador, com pós-graduação em Marketing Digital. Cerca de 4 anos de experiência com redação de conteúdos para web.

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