Sharplink cresce em Ethereum com novo investimento institucional
A Sharplink, que antes era conhecida por suas atividades no marketing de jogos, anunciou uma mudança significativa. A empresa revelou que agora possui um tesouro corporativo impressionante de 867.798 ETH em Ethereum. Com os preços atuais, isso equivale a cerca de US$ 1,68 bilhão, ou mais de R$ 9,6 bilhões. Além disso, a Sharplink está vendo um aumento considerável na participação de investidores institucionais, o que reforça a ideia de que o ETH se tornou um ativo estratégico importante.
O que está por trás dessa movimentação?
Resumindo, a Sharplink está seguindo um caminho semelhante ao da MicroStrategy, mas focado no Ethereum. A diferença é que a empresa não apenas acumula os tokens, mas busca obter rendimento passivo. Eles deixaram para trás o nome “Sharplink Gaming” para se posicionar como um verdadeiro veículo de tesouraria, adotando o lema “Ethereum with an edge” (Ethereum com vantagem).
Enquanto outras empresas também apostam no Ethereum como uma estratégia financeira, a Sharplink se destaca ao utilizar quase 100% de seus ativos em staking. Esse processo permite que eles gerem rendimentos constantes, reinvestindo os lucros sem afetar a participação dos acionistas.
Quais são os dados e fundamentos destacados?
Um relatório mais recente revela informações importantes sobre essa nova fase da Sharplink:
- Volume Massivo: Até 15 de fevereiro de 2026, o tesouro da empresa havia atingido 867.798 ETH, tornando-a uma das maiores detentoras corporativas desse ativo no mundo.
- Adesão Institucional: A posse institucional das ações SBET chegou a 46% no final de 2025, com grandes fundos buscando se expor de forma regulada ao ativo. Isso se alinha ao movimento da BlackRock, que está expandindo suas ofertas institucionais de Ethereum.
- Foco em Produtividade: No último ano, a empresa gerou mais de **13.000 ETH** apenas com recompensas de staking, demonstrando uma robusta capacidade de geração de fluxo de caixa.
- Gestão Especializada: As estratégias são supervisionadas por Joseph Chalom, ex-chefe de ativos digitais da BlackRock, trazendo um olhar experiente para o mercado cripto.
Lideranças da empresa afirmam que “investidores sofisticados querem execução disciplinada”, o que justifica o crescente interesse institucional.
Como isso afeta o investidor brasileiro?
Para quem investe no Brasil, as movimentações da Sharplink validam o Ethereum como um ativo financeiro produtivo. A participação de instituições que compram ações dessa empresa, que é praticamente um fundo de ETH, sinaliza confiança no longo prazo.
Embora não seja fácil adquirir ações da Sharplink diretamente na B3, os brasileiros podem adotar estratégias de acumulação e staking por meio de corretoras locais ou ETFs que reinvestem dividendos. Isso permite que o investidor capture tanto a valorização do preço em Reais quanto os rendimentos do ETH.
Riscos e o que observar
Apesar do clima positivo, é bom ter atenção aos riscos associados. A saúde financeira da Sharplink agora depende totalmente do desempenho do Ethereum. Em situações de quedas acentuadas, o valor da empresa pode sofrer, exigindo um balanço financeiro robusto para sustentar essa estratégia.
Além disso, especialistas alertam para os riscos técnicos do staking em larga escala. Problemas no protocolo ou falta de liquidez durante períodos de alta volatilidade podem trazer dificuldades. Portanto, é essencial diversificar e não investir tudo em uma única estratégia.





